Renato Senise

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Entrevista com Guardiola: a influência de Cruyff e a incansável busca pelo "futebol que faz as pessoas felizes"

Entrevista com Guardiola: a influência de Cruyff e a incansável busca pelo 'futebol que faz as pessoas felizes'

      Ouvir Pep Guardiola sempre vale a pena. Em dois minutos, ele fala que Cruyff foi sua maior influência no futebol, diz que o futebol ofensivo é o que faz as pessoas felizes, e responde quem é mais importante no elenco: técnico ou jogadores.

      Gostem ou não de Guardiola e sua filosofia, uma coisa é certa: ele é corajoso. Foi para a Alemanha e mudou completamente a forma de jogar de um dos times mais tradicionais do mundo, o  Bayern de Munique . Foi para a Inglaterra e... está fazendo o mesmo. Na primeira temporada, não teve muito sucesso. O Manchester City não conquistou nenhum título. A imprensa inglesa não perdoou. Entrevista após entrevista, coletiva após coletiva, o técnico espanhol tinha de responder as mesmas perguntas: "Até quando insistir em um sistema de jogo que não dá certo na Premier League? Por que você nunca repete o time titular? Se não conquistar nenhuma taça, podemos dizer que o seu trabalho fracassou?".  Pois Guardiola não mudou em nada sua forma de pensar e agir. Ajudado pelos milhões de dólares (não podemos esquecer desse detalhe) do Sheikh Mansour, dono do City, comprou vários jogadores com as características que gosta: jovens, rápidos, dinâmicos, modernos. E, pouco a pouco, vai implantando a filosofia que tanto acredita na Inglaterra.

         Se dará certo ou não, ainda vamos descobrir. Mas Guardiola segue convicto. Como ele mesmo diz na entrevista: "As pessoas vão medir meu trabalho pelos títulos. Isso eu posso aceitar. Mas não recuarei um centímetro sequer na minha forma de jogar."