Gustavo Hofman

Gustavo Hofman

A Eslovênia foi protagonista do maior feito esportivo do final de semana

Gustavo Hofman

ESPN
A Eslovênia foi campeã europeia de basquete pela primeira vez em sua história
A Eslovênia foi campeã europeia de basquete pela primeira vez em sua história

São dois milhões de habitantes apaixonados por futebol, basquete, hóquei no gelo e handebol. Os esportes de inverno e radicais também aparecem entre os favoritos, afinal, a Eslovênia é um país abençoado pela natureza. Tanto é que o símbolo nacional, presente no brasão de armas e nos uniformes das seleções, é o Monte Triglav, ponto mais alto de seu território, com 2864 metros.

No domingo, cerca de quatro mil eslovenos viajaram até Istambul, na Turquia, para acompanhar a final do Eurobasket. Pela frente os eslovenos tiveram a fortíssima seleção sérvia e venceram por 93 a 85. Em Ljubljana, a belíssima e aconchegante capital do país, a população lotou os bares e comemorou nas ruas o maior feito esportivo do jovem país. 

Foi a primeira medalha da história do basquete da Eslovênia em todos os tempos.  Até então, a melhor classificação havia sido o quarto lugar em 2009. Os eslovenos disputam as competições como nação independente desde 1992, jamais estiveram em Olimpíadas e em Mundiais o melhor que já obtiveram foi um sétimo lugar em 2014.

No domingo, a Eslovênia parou para acompanhar um jogo de basquete. 



A campanha foi impecável. Na primeira fase, vitórias contra França, Finlândia, Grécia, Polônia e Islândia; Depois classificações contra Ucrânia e Letônia, até a histórica semifinal contra a favorita Espanha. Diante dos irmãos Gasol, mais uma vez as estrelas eslovenas brilharam e garantiram o passaporte para a decisão.

Goran Dragic, jogador do Miami Heat, foi eleito o MVP do torneio. Ele foi o quarto cestinha da competição, com 22.6 pontos por partida e uma atuação inesquecível na final, com 35 pontos. Luka Doncic mostrou, mais uma vez, porque é a maior sensação do basquete mundial na atualidade. O armador do Real Madrid de 2m01 e 18 anos entrou na seleção final de maneira muito merecida (14.3 pts, 8.1 reb e 3.6 ast) - aliás, potencial primeira escolha do próximo draft.

E a vitória sobre a Sérvia foi tão épica, que aconteceu sem os dois astros nos últimos minutos. Dragic estava extremamente desgastado e Doncic se machucou no terceiro quarto. Foi quando apareceu Klemen Prepelic, de 24 anos, jogador do Limoges, da França, com cestas decisivas e chamando a responsabilidade. 
Tudo sob o excelente comando do técnico Igor Kokoskov, que trabalhou por muito tempo como assistente na NBA.

Branko Oblak, um dos maiores jogadores e treinadores de futebol da Eslovênia em todos os tempos, comparou Dragic a Lionel Messi. O Delo, principal jornal do país, tratou os jogadores como "os 12 invencíveis". Todos receberão do presidente, Borut Pahor, a ordem do mérito esportivo. 

Nesta segunda, a população saiu novamente de casa para recepcionar seus heróis. Os eslovenos reconhecem o domingo mais especial da história esportiva do país, e quem teve a oportunidade de acompanhar também se emocionou e torceu.