Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira

A torcida do Vasco e um sentimento que não para

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
Gazeta Press
Torcida vascaína do lado de fora de São Januário no jogo contra o Grêmio
Torcida vascaína do lado de fora de São Januário no jogo contra o Grêmio

O que pode ser mais importante para um torcedor do que ver seu time jogar? A resposta é simples: apoiar sua equipe, mesmo que não possa vê-la na cancha.

Devido ao tumulto registrado no clássico com o Flamengo, os vascaínos ficarem impossibilitados de adentrar São Januário no duelo com o Grêmio, neste sábado. Tudo bem. Foram para as ruas que cercam o velho estádio e protagonizaram o grande momento da rodada deste Campeonato Brasileiro.

Dentro do campo, os jogadores ouviam ou gritos de "Vasco" que vinham lá de fora, como os rojões que começaram a explodir à tarde e invadiram a noite. Colina em festa com a vitória sobre o forte adversário na estreia do técnico Zé Ricardo. O complemento da grande jornada promovida pelos vascaínos.

Eles mostraram algo que jamais poderá desaparecer, sob pena de acabar com o futebol, o apoio incondicional a uma camisa. Time e torcida não se viram, separados por portões lacrados pelo tribunal, mas sentiram e compartilharam a energia que fez a equipe se superar para bater um rival mais forte.

Rival que dificilmente cairia, não fosse o apoio que saiu das ruas para dentro de São Januário. Um dia histórico a ser lembrado para sempre por uma imensa torcida, hoje, bem feliz. Se o sentimento não para, o futebol não morre.

PA: me antecipo aos óbvios comentários, alguns de viés clubístico, friso que sou sempre contra esse tipo de punição, jogos com portões fechados, exceto se ficar comprovada a participação do clube naquilo que motivaria a pena. Não podemos rotular todos os vascaínos como “vândalos” devido ao comportamento violento de parte da torcida no clássico com o Flamengo. Sem generalização.


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