Fernando Nardini

Fernando Nardini

Muito prazer, Sloane

Fernando Nardini, blogueiro do ESPN.com.br
Campeã do US Open, Sloane Stephens tem reação impagável ao receber cheque de mais de R$ 11 milhões

Boa parte do público brasileiro conheceu Sloane Stephens neste sábado. Aos 24 anos de idade ela conquistou o que, tomara, seja o primeiro de alguns Grand Slams.

Stephens perdeu o pai, um ex-running back da NFL, em 2009, num acidente de carro às vésperas do US Open. A mãe Sybil, primeira nadadora afro-americana a ser nomeada para o primeiro time da divisão 1, foi quem seguiu apoiando a carreira de Sloane.

Desde que estreou em torneios da WTA, Stephens passou por muita coisa, carregou precocemente o peso de suceder as irmãs Wiliams, se desentendeu com Serena, fez semifinal de Australian Open, chegou perto do top 10... ano passado, uma fratura por stress interrompeu sua carreira. No fim de janeiro, a cirurgia.

Durante a recuperação ela se divertiu como repórter e comentarista do Tennis Channel. Manteve a parceria com Kamau Murray, o treinador. Voltou em Wimbledon fora das 900 melhores do ranking e perdeu na estreia. O mesmo aconteceu em Washington e daí em diante tudo mudou. Semifinal em Toronto e, na sequência, em Cincinnati. A escalada no ranking estava em andamento.

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Quando começou o US Open, ela era 83 do mundo. Vai sair 17, perto do seu melhor (11) e US$ 3,7 milhões mais rica.

Vai sair mais conhecida, popular e, por que não, já ídolo de muita gente. Não me lembro de uma interação tão espetacular entre vencedor e vencido (méritos também de uma gigante Madison Keys), de respostas tão autênticas, de um sorriso tão contagiante e, principalmente, de uma gratidão tão verdadeira. Os agradecimentos à mãe foram o ponto alto da entrevista da campeã, um reconhecimento tão justo quanto emocionante.

Palmas, Sloane Stephens.

Atitudes assim ficam para sempre.