Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira

Entrevista/Tite: "Ainda não fiz, mas farei os cursos da Uefa e da CBF"

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
Mowa Press
Tite não conseguiu se inscrever no curso da Uefa a tempo em 2014, mas o fará
Tite não conseguiu se inscrever no curso da Uefa a tempo em 2014, mas o fará


O debate sobre a aceitação de técnicos brasileiros na Europa cresceu nos últimos dias, com a declaração de Jair Ventura sobre estrangeiros no Brasil — clique aqui e leia — e as dificuldades dos brasileiros para entrar em outros mercados. O blog conversou com o treinador da Seleção Brasileira, Tite, que diz não ter conseguido fazer os comentados cursos da Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) em seu ano sabático. Mas garante que irá se matricular neles e nos da CBF.

 

Você fez algum dos cursos de treinadores oferecidos pela Uefa?

Em 2014, ano que tirei inclusive para o curso da Uefa, eu ia fazer em Portugal, mas naquele momento ele não me proporcionava a oportunidade. Quando fui buscar a inscrição, a habilitação para fazê-lo, já entraria em 2015.

 

Por que esses cursos são tão importantes?

A importância de curso padrão Uefa, ou o que está se buscando aqui no Brasil, nos diversos escalões, eu vejo como fundamental.

 

Por que?

Por que é informação gerando conhecimento, analisando e gerando conhecimento. Isso é em todas as áreas, e ela é na área do no futebol também.

 

O que se aprende nesses cursos?

Saber sistemas, posições e funções. Por que se lê um sistema? Qual é a dinâmica dele? A características de cada um. Outro aspecto que eu vejo importante é a quantificação de carga, e isso eu trago sendo professor de educação física, isso me trouxe essa contribuição, e no meu dia a dia, nos cursos que busquei. Na atividade ao longo do tempo.

 

Se não souber fazer essa avaliação o treinador corre que tipo de risco?

Se tu fizeres uma quantificação de carga e não souber o tempo de recuperação, estímulo, intensidade durante o treinamento, tu não vais proporcionar a melhor preparação para o atleta.

 

E as consequências disso?

Quando a gente olha o erro do passe no final de semana, a gente vai dizer assim, “Pô, é qualidade técnica”. Mas tu podes interferir nesse refinamento, nessa melhor qualidade, nessa finesse do atleta, na capacidade de concentração dele para o jogo.

 

E a parte tática?

Sim. Fora isso há uma metodologia. Se você quer fazer um 3-6-1, um 3-5-2, de que forma tu vais treinar? Tu tens que ter uma forma para treinar. O jogo, ele reproduz o teu treinamento. Então essa qualificação e essa busca constante de aprimoramento eu vejo como fundamental, salvo algumas exceções, mas eu não consigo ver evolução, excelência, fugindo desse caminho aí.

 

Você vai fazer os cursos?

Assim que for possível, o da Uefa e o da CBF, quando for equiparado. E aí está um detalhe, eles (a CBF) estão buscando essa equiparação, e ela tem que ser via Confederação Sul-americana, pela Conmebol, para chegar até a Fifa. Há toda tramitação com carga horária, busca de qualificação, tipo de matérias. Eles estão buscando essa equiparação ainda. Mas a resposta é sim, tendo tempo, vou fazê-los tanto um quanto o outro.

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