Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira

Vexame de Palmeiras e Atlético na Libertadores. Algoz boliviano tem elenco 18 vezes mais barato

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
Bruno Cantini / Atlético
Robinho perdeu um gol na pequena área: Galo eliminado em casa por time boliviano
Robinho perdeu um gol na pequena área: Galo eliminado em casa por time boliviano

O site Transfermarkt faz estimativas do valor de mercado dos elencos de futebol pelo planeta. Colocados frente a frente, temos os números abaixo. Isso significa que os jogadores do Palmeiras reunidos valem pelo menos três vezes os do Barcelona de Guayaquil, responsáveis pela eliminação do campeão brasileiro da Copa Libertadores. Já os atletas do boliviano Jorge Wilstermann somados valem quase 18 vezes menos do que os do Atlético Mineiro. Essas duas equipes estrangeiras vieram ao Brasil e despacharam dois dos mais caros elencos do país.

Jorge Wilstermann - €3,75 milhões
Barcelona de Guayaquil - €22,30 milhões
Atlético Mineiro - €65,75 milhões
Palmeiras - €65,45 milhões

Uma história que se repete. Vexames protagonizados por times brasileiros em Copa Libertadores, mesmo com elevados investimentos e diante de equipes bem mais modestas. Palmeiras e Atlético se juntam ao Flamengo nessa temporada — o elenco rubro-negro é avaliado em cifras superiores à soma dos dois estrangeiros que estavam em seu grupo, San Lorenzo e Universidad Católica; e também na combinação entre os dois classificados, o clube argentino e o Atlético Paranaense. São três protagonistas de eliminações constrangedoras, especialmente a do Galo se observarmos as duas desta quarta-feira.

GazetaPress
Guerra durante a disputa do Palmeiras contra o Barcelona-EQU, no Allianz Parque
Guerra durante a disputa do Palmeiras contra o Barcelona-EQU, no Allianz Parque

Pobreza de ideias na definição da forma de jogar, que leva à desorganização e desespero. O reflexo disso se vê em 43 cruzamentos do Atlético na área do Jorge Wilstermann no Mineirão. E 180 minutos de futebol contra o time boliviano sem marcar um gol sequer. Pelos mesmos defeitos vimos o Palmeiras chegar ao gol num contra-ataque cedido estranhamente pelo Barcelona de Guayaquil. O 0 a 0 bastava aos equatorianos, que ofereceram espaço numa jogada definida num dois contra dois. Mas foram só duas finalizações certas dos palmeirenses em todo o jogo. E claras chances perdidas pelo adversário.

Alguém pode reclamar da arbitragem em Belo Horizonte, outro talvez alegue que em São Paulo houve luta, mas como jogar para baixo do tapete algo tão claro, tão evidente como as paupérrimas propostas de jogo das duas equipes brasileiras? Atlético e Palmeiras trocaram de técnicos, seguiram contratando em quantidade e elevando a qualidade de seus caros elencos, mas que em campo mostram pouco, muito pouco. Mandar treinador embora não é garantia de recuperação de uma equipe, mas os "professores" precisam apresentar mais. Pelo menos o mínimo de organização. Raros conseguem. E tome vexames!

 

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