Gustavo Hofman

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De contrato renovado, Cristiano Felício valoriza mentores nos dois anos de Chicago Bulls

Gustavo Hofman, blogueiro do ESPN.com.br

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Cristiano Felício renovou por mais quatro anos com os Bulls
Cristiano Felício renovou por mais quatro anos com os Bulls

De Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, até Chicago, na região dos grandes lagos nos Estados Unidos, a trajetória de Cristiano Felício nem foi tão longa assim, mas teve muitas dificuldades. Depois de defender o Minas Tênis, tentou a sorte no high school norte-americano para seguir a carreira na Universidade de Oregon, mas não conseguiu a elegibilidade. Voltou ao Brasil e foi vestir as cores do Flamengo. Em 2015 foi jogar a Summer League e não voltou mais.

O atleta de 25 anos está agora com contrato renovado por quatro temporadas com os Bulls. "Estou muito feliz em ter renovado meu contrato com o Chicago Bulls por mais quatro anos. Foi uma franquia que me a oportunidade de entrar na NBA dois anos atrás, e agora está dando a chance de continuar o meu trabalho que não só começou há dois anos, mas desde quando comecei a jogar basquete. Para mim, com certeza, é uma honra vestir a camisa do Chicago Bulls e representar a tradição dessa franquia. Vou fazer de tudo para dar muitas alegrias à torcida nos próximos quatro anos".

Nos próximos será, também, muito importante na renovação da Seleção Brasileira. Enquanto isso não acontece, segue se preparando para a próxima temporada. Encontrou um tempo nas "férias" para conversar com o blog.

A que se deve tamanha confiança da franquia em você?

Toda confiança que eles colocaram em mim, com esse contrato de mais quatro anos, vem de todo trabalho que venho fazendo desde que cheguei aqui. Com certeza, esse trabalho que venho executando dentro de quadra vem dando resultado, estou melhorando. Acredito que só tenho a melhorar nos próximo anos e eles enxergam isso em mim. Essa confiança vem desses dois primeiros anos. 

Qual foi sua maior dificuldade no início? E onde você mais precisa melhorar nos próximos anos?

Uma coisa que foi um pouco difícil pra mim no início foi o esquema defensivo e o ofensivo também, porque são regras diferentes do basquete praticado fora dos Estados Unidos, basquete FIBA. Mas acredito que consegui me adaptar muito bem depois de dois ou três meses, então não foi tão difícil assim a adaptação, mas foi uma coisa que pegou bastante no começo. Acredito que meu jogo ofensivo tem que melhorar um pouco ainda, venho trabalhando bastante nessas férias entre aspas.

Qual foi o jogador que mais te ajudou nas suas duas temporadas de NBA?

Nesses dois anos aqui em Chicago muitos jogadores diferentes passaram por aqui. Aprendi muito com o Joakim Noah, que está jogando nos Knicks agora, com o Pau Gasol, que que foram os dois pivôs que eu treinava bastante contra e estavam sempre conversando comigo no dia a dia. Com certeza me ajudaram muito no primeiro ano. Já no segundo, com mais jogadores experientes, tive a chance de jogar com o Rondo, que é um cara que entende muito de basquete e que me ajudou bastante em Chicago. Com certeza os ensinamentos que ele passou pra mim vou levar para toda carreira.

Para você, qual foi sua melhor atuação pelos Bulls?

Acredito que minha melhor atuação aqui em Chicago foi no jogo contra o Indiana Pacers no segundo ano. Consegui meu primeiro duplo-duplo e joguei muito bem, mas houve outros jogos também. Nesse ano, por exemplo, contra o Golden State e contra o San Antonio.

O Georginho vai tentar o mesmo caminho que você para chegar à NBA, através da pré-temporada e da Summer League. Alguma dica específica?

Uma dica que tenho para o Georginho é ir para lá e fazer o jogo dele. Não tentar loucuras, não tentar entrar no jogo americano, que é mais corrido, onde eles querem chutar todas as bolas... Escutar bastante o técnico, executar o que ele está pedindo. Acredito que ele fazendo isso vai ter muitas chances de fazer uma ótima Summer League e quem sabe continuar em Houston para a temporada.