Gustavo Hofman

Gustavo Hofman

Planejamento e inteligência em campo: vitória da Alemanha

Gustavo Hofman
No campinho, Hofman desmembra a seleção alemã da Copa das Confederações

Ao deixar seus principais jogadores de férias e convocar uma jovem seleção alemã, Joachim Löw tirou todo peso das duas equipes. Não expõe o time principal e leva outro para ganhar experiência e mostrar seu valor. Uma mistura de planejamento com inteligência (ou esperteza, no bom sentido).

Os titulares na vitória contra a Austrália por 3 a 2 têm, em média, 24.8 anos de idade; Com os reservas que entraram, cai para 24.1. Assim como Lars Stindl (28) e Sandro Wagner (29) jogam a média para cima, Julian Brandt (21), Timo WEerner (21) e Niklas Süle (21) equilibram para baixo. Foram os dois mais velhos e os três mais novos, respectivamente, em campo nesta segunda-feira.

A Alemanha jogou com uma linha de três defensores: Joshua Kimmich, Shkodran Mustafi e Antonio Rüdiger, da direita para a esquerda. Enquanto Julian Brandt foi fundamental na ala direita, Jonas Hector foi mais discreto pelo outro lado. O posicionamento desses dois variou bastante.

No primeiro tempo, quando os alemães foram bem superiores e conseguiram pressionar os australianos, ambos pouco fecharam atrás. Já na segunda etapa, com a Austrália melhor, fechavam a linha de cinco, tendo Leon Goretzka, Sebastian Rudy e Julian Draxler à frente, enquanto Stindl e Sandro Wagner se movimentavam no ataque.

O lado direito funcionou muito bem. Ao mesmo tempo que é um desperdício utilizar Kimmich tão recuado, ele faz a bola sair com enorme qualidade no setor.

O primeiro gol sai de uma jogada iniciada por ele, que passa por Goretzka e termina com o cruzamento de Brandt na linha de fundo para o gol de Stindl. Já no terceiro, o atacante e o meia trocam de posições e acham o espaço na grande área para grande assistência do atleta do Bayern.

Depois de abrir dois gols de vantagem, após ter reagido bem ao empate, a Alemanha recuou e chamou a Austrália para seu campo. As substituições de Löw não melhoraram o time e, consequentemente, não tiraram a equipe do campo de defesa. Não passou sufoco, apesar das falhas de Bernd Leno, mas quase complicou um jogo onde era claramente superior ao adversário, que conseguiu finalizar dez vezes (cinco certas) e ter 46.6% de posse de bola.

A Copa das Confederações vale demais para os jogadores convocados. Löw sempre leva uma base jovem para as grandes competições. Foi assim na Copa de 2014 e na Euro do ano passado, e certamente os jogadores escolhidos sairão do atual torneio.