Paulo Cobos

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Menos títulos e finais e recorde de eliminações na 1ª fase: cariocas não se entendem com Libertadores

Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br
Após eliminação na Libertadores, presidente do Fla nega demissões

A mais bela e famosa cidade da América do Sul não consegue se entender com a Taça Libertadores. A eliminação do Flamengo na edição de 2017, ainda na primeira fase, aumentou o abismo no desempenho dos grandes cariocas em relação às outras três grandes potências estaduais do futebol brasileiro na competição continental.

Mesmo sendo mais numerosos que gaúchos e mineiros, o que não significa maior número de participações per capita, os quatro grandes do Rio têm (também em relação aos paulistas) menos títulos e finais e o recorde negativo de eliminações na primeira fase, como aconteceu com o time flamenguista em Buenos Aires.

São apenas dois títulos (com os esquadrões do Flamengo, em 1981, e do Vasco, em 1998). Menos do que os três dos mineiros, oito dos paulistas e quatro dos gaúchos. O Rio disputou só outra final, com o Fluminense, contra dois vices dos times de Minas, sete dos de São Paulo e três dos do Rio Grande do Sul.

Sem contar o Botafogo de 2017, o time ainda não definiu sua vida na primeira fase, os grandes cariocas somam 31 participações na Libertadores, e em 11 delas, ou 35% do total, não passaram da primeira fase. Tanto em termos absolutos quanto relativos esses números são os piores entre os Estados potências do futebol brasileiro.

Na história, só 8% das participações dos grandes mineiros acabaram já na primeira fase, contra 17% do quarteto de grandes paulistas e 19% da dupla Gre-Nal.

É a hora dos cariocas pensarem no que precisa mudar na Libertadores.

* Sem levar em consideração 2017, quando ainda não definiram suas situações na 1ª fase
** Uma na primeira fase e outra na fase prévia