Elton Serra

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Empate na Ilha dá boa vantagem ao Bahia e força Sport a tentar quebrar tabus no clássico

Elton Serra, blogueiro do ESPN.com.br
Felipe Oliveira/EC Bahia
Juninho abriu o placar para o Bahia na Ilha do Retiro; jogo terminou 1 a 1
Juninho abriu o placar para o Bahia na Ilha do Retiro; jogo terminou 1 a 1

Sport e Bahia entregaram o jogo que se esperava na Ilha do Retiro. Intensidade, verticalidade e muita emoção fizeram parte do confronto que começou a decidir a Copa do Nordeste de 2017. Porém, um componente voltou a fazer parte de forma decisiva num jogo do tricolor na competição: a arbitragem.

Guto Ferreira iniciou a partida com Matheus Sales no meio-campo com Diego Rosa no banco de reservas. Uma aposta arriscada pela falta de ritmo do volante, mas uma decisão que proporcionou a Juninho uma liberdade para chegar ao ataque. A estratégia deu certo e o camisa 5 do Bahia abriu o placar na Ilha, no segundo tempo, aproveitando a segunda bola ganha pelo time baiano.

O Sport, ao contrário dos últimos jogos, não se expôs. Especulou, investiu nas transições velozes com o surpreendente Raul Prata, e na intensidade dada por Rogério no último terço do campo. Porém, com atuações apagadas de Diego Souza e André, ameçou muito mais nas bolas aéreas. Com a defesa do Bahia muito bem organizada, chegou ao empate com o garoto Juninho, numa cabeçada que venceu o goleiro Jean. O detalhe é que o gol teve como origem um escanteio que não existiu.

O arbitro piauiense Antônio Dib Moraes de Sousa, que não apitou nenhum grande jogo na temporada, anulou um gol legítimo do Bahia ainda no primeiro tempo. É bem verdade que foi mal auxiliado pelo assistente alagoano Pedro Jorge Santos de Araújo que, além de marcar impedimento no gol de Zé Rafael, validou o escanteio que resultou no gol do Sport.

O rubro-negro pernambucano não soube aproveitar o seu mando de campo, e agora terá que decidir o título na Arena Fonte Nova, onde o Bahia tem 100% de aproveitamento na Copa do Nordeste. O tricolor, além disso, nunca foi derrotado pelo Sport na história da competição - aliás, a equipe baiana não perde em casa para o Leão da Ilha desde 1989. Um retrospecto favorável ao time de Guto Ferreira, mas que não entra em campo. O que entra, porém, é uma vantagem que não deve ser desconsiderada: um 0 a 0 em Salvador dará o título ao Esquadrão de Aço.