Gustavo Hofman

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Em breve, David Beckham estará de volta à Major League Soccer

Gustavo Hofman
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Beckham em recente evento do Unicef
Beckham em recente evento do Unicef

Em 11 de janeiro de 2007 David Beckham anunciou sua saída do Real Madrid ao final da temporada. A estrela da seleção inglesa, então com 31 anos, confirmou que se transferiria para a Major League Soccer, onde defenderia o Los Angeles Galaxy. Seis meses depois, sua chegada causou enorme impacto no futebol dos Estados Unidos.

Além de todo ganho esportivo e também financeiro à liga e ao clube, Beckham tinha um detalhe a mais em seu contrato. Ao parar de jogar, teria o direito de pagar apenas US$ 25 milhões por uma franquia da MLS em qualquer cidade do país, menos Nova York. Em fevereiro de 2014, após negociações com diversos empresários e a própria liga para encontrar um local adequado, o ex-jogador exerceu a opção de compra e definiu Miami como base.

Desde então o imbróglio tem sido grande. O grupo formado ganhou o nome de Miami Beckham United e passou a procurar terrenos para a construção de um estádio. Após adquirir uma área de seis acres no bairro Overtown por US$ 19 milhões, faltava ainda outra área de três acres para fechar de vez o negócio e derrubar quaisquer barreiras com a MLS para entrar na liga ainda em 2018. O desfecho dessa história está próximo do fim.

O terreno em questão pertence ao Condado de Miami-Dade, que adiou para o mês que vem a venda por US$ 9 milhões. Quer que Beckham e companhia levem, novamente, o tema para debate público. Dificilmente haverá novos empecilhos e, consequentemente, o novo time de Miami ganhará nome e sede.

A MLS já planeja para 2018 a entrada do Los Angeles Football Club, cujo proprietário é o empresário do ramo artístico Peter Guber, mas tem como investidores figuras bem conhecidas como Magic Johnson e Will Ferrell. A ideia da liga é ampliar dos 22 times atuais para 26 até 2020, com isso há margem para a entrada do Miami não necessariamente daqui um ano, como seus donos gostariam. Enquanto isso, outras cidades como San Antonio, St. Louis, Detroit, Charlotte, Indianápolis, Nashville, Phoenix e Cincinnati sonham com uma franquia que não custará menos que US$ 150 milhões.

"O futebol é enorme em todo planeta menos nos Estados Unidos e é onde quero fazer a diferença", afirmou em 2007 David Beckham. E ele fez.

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Eram 13 times naquele ano, com cerca de 250 jogadores contra mais de 600 atuais, incluindo ídolos como Kaká, Andrea Pirlo, Sebastian Giovinco, Giovani dos Santos e David Villa. A liga pagava para ser transmitida e atualmente tem contrato de US$ 720 milhões válido de 2015 a 2022. Na média de público saltou de 16.770 para 21.692 na temporada passada.

Além dos números, melhorou muito em qualidade e, principalmente, graças a Beckham, motivo principal para a criação da regra do jogador designado (Designated Player Rule). A medida foi a solução encontrada pela liga para pagar salários astronômicos a estrelas internacionais, sem deixar o teto salarial de lado.

Assim, em breve, teremos o retorno de David Beckham à Major League Soccer, mas como presidente de clube.