Fernando Meligeni

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Com Federer em alta, o que esperar da briga pelo número 1 do mundo?

Fernando Meligeni, blogueiro do ESPN.com.br
Getty
Roger Federer após a conquista do título do Masters 1.000 de Indian Wells
Roger Federer após a conquista do título do Masters 1.000 de Indian Wells

Três torneios, dois títulos: Australian Open e Indian Wells.

Esse é o começo de ano espetacular de Roger Federer. No entanto, muito mais que os títulos e os mais de 3.000 pontos conquistados até agora, o que mais me impressiona é sua condição física e sua evolução técnica. Dois pontos me espantam: seu revés está incrível, e ele tem dado poucas brechas aos seus adversários.

Ontem, mais uma vez, controlou o jogo da maneira que gosta. Fez a bola andar, acelerou o jogo e combinou saque e direita com muita eficiência. Mentalmente já se sabia que ganharia contra o Stan, mas acima de tudo foi firme quando baixou um pouco no começo do segundo set e não deixou o jogo complicar.

A pergunta geral é se ele volta a ser número 1 do mundo. Sinceramente, não consigo responder. Federer está muito longe ainda e tem contra ele a idade e o calendário mais enxuto. Outro ponto importante é saber se ele quer correr os riscos e se quer entrar na loucura de torneios que é preciso jogar para ser o líder do ranking.

Tenistas mostram lado cantor e soltam a voz, mas é Djokovic quem mita no fim do vídeo; veja

É bem verdade que se ele ganha tudo que joga também pode chegar, mas esse caminho é bem mais complicado e improvável.

Ao falar de Federer, não podemos deixar de falar de Nadal, Djokovic e Murray.

O número 1 do mundo está abaixo do seu nível - infelizmente sentiu lesão e não joga Miami. Mesmo assim fica por um bom tempo líder, mas neste momento jogando menos que se imaginava. Normal? Acho que sim, mas se quer manter esse lugar, precisa jogar mais.

Djokovic também está abaixo e continua jogando mal, além disso me parece desfocado. Luta, tenta, mas falta o brilho nos olhos. Algo tirou sua gana e raiva de perder. Pode quebrar raquete, gritar e ficar bravo, mas para os tenistas do circuito está claro que ganhar dele hoje não é algo tão impossivel. Ele abriu a porta.

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Nadal vem lutando como nunca. Tem atitude, trabalho e brilho nos olhos. Seu jogo e sua bola não machucam mais como antes. Pode e vai melhorar. Para mim é o favorito para a temporada do saibro, mas precisa melhorar nos jogos grandes. Precisa voltar a meter medo. Precisa machucar mais

Depois de um Australian Open dos sonhos e a expectativa de ter os quatro jogando muito, teremos que esperar mais um pouco para ter o melhor ano com os quatro jogando muito e lutando pelo número 1 do mundo.