NBA na ESPN

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VP da NBA na América Latina pretende expandir lojas pelo Brasil e quer fazer do NBB a 3ª maior liga do mundo

Gustavo Faldon, do ESPN.com.br
Divulgação/MPC Rio Comunicação
Arnon de Mello - vice-presidente da NBA na América Latina
Arnon de Mello - vice-presidente da NBA na América Latina

Durante o Jogo das Estrelas do NBB, no último domingo, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, Arnon de Mello - vice-presidente da NBA na América Latina - conversou com o ESPN.com.br para falar sobre o crescimento na audiência da liga norte-americana e os próximos passos da mesma em solo brasileiro.

Importante ressaltar que após presenciar o Jogo das Estrelas no domingo, a reportagem ficou impressionada com o nível de estrutura da organização, que atraiu diversos fãs, mostrou um bom nível de orientação dos funcionários e, o mais importante: teve como ponto forte o entretenimento.

O show do Jota Quest no intervalo foi a novidade que levantou o público. O torneio de enterradas, de 3 pontos, desafio de habilidades e das celebridades, além do jogo do NBB Brasil x NBB Mundo, foram recheados de ações no telão, entretenimento para o público e mostraram o patamar que a Liga Nacional de Basquete atingiu, quem sabe ditando o padrão para eventos esportivos futuros no Brasil. 

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Veja abaixo a entrevista com Arnon de Mello:

Há 3 anos, a NBA firmou uma parceria com a LNB e hoje estamos vendo que o NBB cresceu muito em termos de evento. No que a NBA mais contribuiu para isso?

É incrível ver como se desenvolveu o esporte, a categoria e o NBB nos últimos dois, três anos. Já vinham muito bem, mas eu acho que agora, com o apoio de grandes parceiros, assim como também da NBA, você ver hoje isso aqui...não perde para nenhum evento nos Estados Unidos, na América Latina com certeza. A nossa intenção, a gente tem deixado isso muito claro, é fazer com que o NBB seja a terceira liga mais importante do mundo. A gente acha que a NBA é a mais importante, a D-League será a segunda, e a terceira será a NBB. Com isso a gente espera que o basquete volte a ser segundo esporte no Brasil e eu acho que a gente está bem próximo disso.

Desde que abriu um escritório no Brasil, em 2012, a NBA também cresceu na cabeça dos fãs brasileiros. Fale um pouco sobre esse processo.

O crescimento você vê aqui. Muitas camisas da NBA. E esse é um ponto que eu bato muito com o pessoal da NBA lá fora. Como a gente não está lá dia a dia, o nosso fã precisa tocar no esporte. Ele está vendo na televisão, isso está claro. Ontem mesmo o Ibope mostrou um número incrível para a gente, que na TV fechada depois de futebol e automobilismo, a NBA é a liga com maior número de horas transmitidas, com ESPN e Sportv. Esse dado demonstra o crescimento. Há quatro anos a gente tinha um jogo na TV fechada e agora a gente tem 12 a 15 jogos por semana. Demonstra que o brasileiro está gostando e as audiências crescendo muito na ESPN e Sportv. Tá crescendo demais e a gente precisa estar mais presente. Como a gente não pode estar mais presente fisicamente, a NBB é o nosso braço pra gente poder tocar o nosso fã e conversar com ele.

Existe a possibilidade de um novo jogo aqui no Brasil, como tivemos em 2013,  2014 e 2015?

Todo ano a gente tem isso em vista, não só para o Brasil, mas também para o México, por exemplo. Esse ano nós tivemos dois jogos no México. É provável que volte com mais jogos de temporada regular no México. E agora eu respondo do México para baixo, então tem que olhar como um todo a região. É uma coisa que a gente sempre conversa, mas não é nossa única plataforma de ativação. Pelo contrário, agora mesmo, olhando para a TV aberta, além da fechado. Aumentamos demais nossa exposição com a ESPN, fomos de dois para cinco jogos por semana, isso faz uma diferença enorme. A loja abrindo no Brasil, estamos também expandindo com outras lojas, principalmente aqui em São Paulo, estudando muito esse mercado. Então, tem muitas outras formas de ativar.

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Apesar de alguns brasileiros veteranos estarem em baixa na NBA, uma nova geração parece estar surgindo. O quão importante é isso para a liga?

É muito importante (essa nova geração de brasileiros) e a NBA está olhando para isso. Estão abrindo academias em vários países. E eu falo lá que a nossa academia no Brasil é a NBB. E a gente tem visto, na média, sair um por ano, jogadores que jogaram ou na Liga Ouro ou na NBB, saindo, indo para o Draft. É daqui que estão se formando os novos talentos. Óbvio que a gente quer que muito talento fique aqui para a NBB, mas lógico que um não vai fazer tanta diferença. E a gente espera ter esse número de brasileiros na NBA para criar esses astros. Tem uma geração antiga, que está lá e a gente espera que fique. O Nenê, por exemplo, é um cara que está lá há 15 anos e continua jogando em alto nível. E tem essa nova geração que agora está começando a despontar. Você vai vendo que os jogadores, não só os brasileiros, precisam de dois, três anos, e aí começam a estar mais prontos para esse momento. Hoje o Lucas Bebê está nesse momento, Felício, Raulzinho, e o Caboclo um pouco atrás. E a gente está muito feliz com isso.