Gustavo Hofman

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Problemas nas laterais, novidades no ataque e homenagem a Podolski: Alemanha convocada

Gustavo Hofman
Getty
Werner e Süle foram convocados por Joachim Löw
Werner e Süle foram convocados por Joachim Löw

O técnico Joachim Löw divulgou nesta sexta-feira a lista de jogadores convocados para a seleção alemã, que enfrenta a Inglaterra no próximo dia 22 (transmissão da ESPN Brasil), amistoso em Dortmund, e o Azerbaijão, quatro dias depois, fora de casa pelas eliminatórias para a Copa do Mundo. Como tem sido rotina, novidades apareceram.

Começando pelo ataque, onde Lukas Podolski será homenageado. O atacante do Galatasaray, que defenderá o Vissel Kobe (JAP) a partir da próxima temporada, foi chamado para disputar sua derradeira partida com a camisa da Nationalelf. Podolski é o terceiro atleta em jogos (129) e gols (48) na história da Alemanha.

Ainda no setor ofensivo, Timo Werner, de 21 anos, ganhou a primeira chance no time principal. Figura recorrente nas seleções de base, ele é um dos destaques da surpreendente campanha do RB Leipzig e artilheiro alemão da Bundesliga nesta temporada com 14 gols. Quem voltou a receber oportunidade, ainda no ataque, foi o veterano Mario Gomez.

Já na defesa o velho problema da falta de laterais no futebol alemão persiste. Pela esquerda, Jonas Hector segue sem concorrência, enquanto na direita simplesmente não existem opções decentes. Joshua Kimmich, Sebastian Rudy, Shkodran Mustafi e Antonio Rüdiger podem fazer a função, mas nenhum é lateral-direito de origem.

Vale lembrar que desde a Copa do Mundo os lados do campo no setor defensivo têm tirado o sono de Löw. Die Mannschaft venceu a competição com Benedikt Höwedes improvisado na esquerda, enquanto Boateng e Mustafi jogaram na direita, até o dia em que o treinador deixou de ser teimoso e deslocou em definitivo o agora aposentado Philipp Lahm para a posição (quartas de final, contra a França).

É curioso notar que os jovens chamados por Joachim Löw para ganharem experiência no Mundial sequer aparecem nas convocações atuais - casos de Matthias Ginter (um desastre ultimamente), Erik Durm e Christoph Kramer. O que não necessariamente é um problema, uma vez que a renovação acontece com o já citado Werner, além de Niklas Süle, Julian Weigl, Leroy Sané, Julian Brandt e a confirmação do talento de Julian Draxler.

Trata-se de um time muito forte ainda, mas atualmente sem a mesma força coletiva e confiança de 2014.