Leonardo Bertozzi

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O que o tênis e o ABBA têm a ver com as decisões por pênaltis do futuro?

Leonardo Bertozzi
Divulgação
Mamma Mia!
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Uma decisão por pênaltis deveria oferecer às duas equipes as mesmas possibilidades de vitória, certo? Não é o que dizem as estatísticas. Estudos mostram que, em média, seis de cada dez definições da marca da cal são vencidas pela equipe que faz a cobrança inicial.

O peso psicológico de cobrar depois e o fato de ser mais improvável que o time que bate em segundo lidere o placar são razões apontadas para o desequilíbrio.

Por isso, a International Board, entidade que controla as regras do futebol, admitiu iniciar discussões sobre um formato mais justo para as decisões por pênaltis. E a inspiração veio dos tie-breaks do tênis: o formato "ABBA".

Nada a ver com o consagrado grupo sueco, autor de grandes hits nos anos 70.

Em vez do formato alternado atual ("ABAB"), cada equipe bateria primeiro em uma série. Na prática, depois da primeira cobrança, os times cobrariam em sequências de dois. Ordem que se manteria nas cobranças extras, se não houvesse um vencedor nas primeiras cinco.

Faz sentido para você?