Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira

O que você não sabe (mas precisa saber) sobre o épico feito do Atlético Tucumán

Por Joza Novalis*

Nesta quinta-feira, às 20h15, o Atlético Tucumán continuará sua aventura rumo à fase de grupo da Copa Libertadores. O adversário será o Junior Barranquilla, na Colômbia. As atenções estarão novamente voltadas para o pequeno clube argentino após a épica classificação do time no Equador, vencendo não só El Nacional, mas uma série de obstáculos e dificuldades inimagináveis. Você certamente ouviu e leu muito sobre o que se passou em Quito, ou no caminho até lá. Mas provavelmente não conhece partes importantes dessa incível aventura, que Joza Novalis relata no texto abaixo.

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Divulgação
Jogadores do Atlético Tucumán no embarque para o Equador
Jogadores do Atlético Tucumán no embarque para o Equador: risco de WO

A história de El Nacional x Atlético de Tucumán é a história de várias batalhas vencidas pela equipe argentina e sua gloriosa torcida. A primeira delas ocorreu nos bastidores, contra interesses de gente poderosa: nada menos que os cartolas da AFA e dirigentes de alguns cubes grandes do país. Ocorre que a conquista da vaga pelo Tucumán coincidiu com a maior crise institucional da entidade e com uma temporada de pesadelos para Boca e River. Ao menos um deles ficaria de fora da Libertadores.

Pelo regulamento do campeonato argentino, a última vaga à maior competição continental ficaria com o Atlético Tucumán. Porém, de repente, concluíram que o regulamento não valia nada e que o critério deveria mudar. A vaga que fora definida pela melhor pontuação na tabela passou a ser daquele que tivesse o melhor retrospecto histórico na Conmebol. A situação estava clara: venceria quem demonstrasse mais força nos bastidores. Todavia, como um pequeno clube do Norte peitaria um Boca ou River?

Divulgação / Atlético Tucumán
Atlético Tucumpan quase não chegou para a partida por conta de problemas com voo fretado
Atlético Tucumán quase não chegou para a partida por conta de problemas com voo fretado

Oficialmente fundado em 1902, o Clube Atlético de Tucumán realizava atividades desportivas pelo menos 15 anos antes. Nasceu em um lugar que tem quase nada da Argentina que a maior parte das pessoas conhece. E tampouco nasceu para disputar jogo contra os gigantes do futebol do país. Por um lado, era como se o seu país fosse o desconhecido Norte da Argentina e, por outro, que sua Libertadores dos sonhos fosse a disputa da primeira divisão do futebol de nossos Hermanos.

Mas isso nos tempos atuais; no início, era bem diferente. Vejamos. Segunda menor província do país, Tucumán tem pouco mais de 22 mil quilômetros quadrados, só alguns a mais do que a gelada Tierra del Fuego, na Patagônia. Em sua perspectiva, seus vizinhos são gigantes: Santiago del Estero possui 136,5 mil km²; Catamarca, com 102,6 mil e República de Salta, 155,5 mil km² quadrados. Encravada entre eles, Tucumán é fruto de circunstâncias fortuitas e históricas.

JUAN CEVALLOS/AFP/Getty Images
Tucuman Comemora Classificação El Nacional Libertadores 07/02/2017
Atletas do Atlético Tucumán comemoram a classificação sobre El Nacional na Libertadores

Socialmente é uma das cinco mais pobres, dentre as 24 divisões administrativas da nação de San Martín. No total, são 11 províncias ao norte com seus clubes respirando o futebol. Se todas elas são gigantes frente a Tucumán, era natural que seus clubes também fossem maiores do que o Decano do Norte. Neste sentido, a missão primária do pequeno clube era tão-somente a de se manter vivo.

Contudo, ele soube se constituir como grande não apenas nos limites de sua província. Superou a todos os rivais do Norte e foi o único historicamente a ser notado e, em alguns casos, respeitado pelos portenhos de Buenos Aires e de La Plata. No entanto, se conseguiu ser um clube relevante, isto aconteceu no que se conhece no país como uma outra Argentina. Sendo assim, a força de bastidores do Atlético era a de uma formiga diante de elefantes. Então, voltamos à pergunta, se poderosos desejavam pegar a vaga do Atlético, como ele poderia lutar para mantê-la?

EFE/Rolando Enríquez
El Nacional Atletico Tucuman Libertadores 07/02/2017
Time jogou com uniformes da Seleção Argentina Sub-20, que disputava torneio em Quito

Foi aí que sua torcida mostrou porque o Decano é diferente. Assim que percebeu que os dirigentes não conseguiriam sozinhos, ela foi para as ruas com o objetivo de exigir que se cumprisse o regulamento. Foram 20 dias ininterruptos de protestos, que tiveram no presidente Macri e na AFA os principais alvejados. No início, ninguém deu à mínima. Mas aos poucos o movimento tomava proporções épicas, se enraizando por toda a província e ameaçando outras estruturas da sociedade local.

A radicalização tomava as ruas e se fazia anunciar nos quatro cantos do mundo. Foi então que os dirigentes da AFA, também pressionados pelo Gabinete do Governo de Macri, decidiram pelo respeito ao que estava escrito. Após a conquista da vaga em campo, ela agora era reafirmada e legitimada pela torcida. Após o feito, os torcedores retornaram às ruas, mas então apenas para celebração do novo triunfo: o Atlético Tucumán era o primeiro clube do Norte do país que iria à Libertadores da América.

A aventura épica em etapas - primeira parte: frustração dentro de casa

A estreia do Decano ocorreu diante do El Nacional, clube grande no Equador e já experiente na disputa da Libertadores. A recepção não poderia ser melhor. Mais de 35 mil pessoas estiveram no estádio Monumental José Fierro para receberem o seu querido "el Deca". O vídeo abaixo mostra um pouco disso.

Porém, na primeira partida, muita coisa não funcionou. Motivada pela vibrante recepção, a equipe local saiu na frente logo no início com um gol de Zampedri, mas com a assinatura de um de seus maiores ídolos históricos: Luís "la Pulguita" Rodríguez. Ele cobrou uma falta em que a pelota contou com o leve desvio no corpo do artilheiro antes de parar no arco equatoriano. Tudo parecia fácil, mas essa não foi a história do jogo.

O Tucumán levou o empate, retomou a liderança do placar até que, no final, quando buscava ampliar o marcador, sua defesa falhou novamente e permitiu um novo empate do rival. O resultado final de 2x2 se refletia na frustração que tomou as faces dos torcedores na cancha do Decano. Sua brava equipe teria o desafio de vencer um grande equatoriano, em sua casa, a mais de 2800 metros de altitude e a mais de 4600 quilômetros de distância.

A aventura épica - a da torcida a da torcida

Mal acabou o primeiro jogo e muitos torcedores se ocuparam da viagem até Quito para o duelo de volta. Não há voos diretos e a opção de charter é tão cara que ficaria mais fácil atravessar o mundo, desembarcar em Tóquio do que chegar à capital do Equador. Pela forma convencional, os torcedores teriam de conhecer o Panamá e a cidade de Lima, antes de desembarcarem em Quito.

Sendo assim, alguns torcedores resolveram se aventurar em seus carros; no caso, a viagem seria de 96 horas, considerando alternativas ao volante e não considerando paradas para refeições ou descanso. Se razoável, essa viagem demoraria no mínimo cinco dias. Mais confortável seria a viagem convencional por ônibus. Mas, considerando todas as paradas e horários pelos diversos lugares, haveria o risco de demorar até sete dias.

Ou seja, caso não saíssem imediatamente após o jogo em Tucumán, não chegariam a Quito, para o duelo da volta. Muitos optariam por ônibus flertado. Mas o flerte só poderia ocorrer dentro da própria Argentina. Que fosse! Viajariam pelo longo percurso de Tucumán a Salta até os limites do país com o Chile. Então, atravessariam a primeira fronteira até a distante cidade de Iquique, passando pelo sorrateiro deserto do Atacama. Dalí, viajariam até Arica e seguiriam para o povoado de Chacalluta, na fronteira com o Peru.

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Atravessar toda a extensão desse país não seria qualquer coisa. Primeiro teriam de chegar à Lima, situada no meio da nação inca, e depois atingir a sua fronteira, ao Norte. Subindo e descendo a Cordilheira dos Andes, passariam por Tacna, Trujillo, Chiclayo até Maracá, na fronteira com o Equador. Dali, precisariam chegar em Machalla, Cuenca Milagro e Guayaquill.

Para aqueles que superassem todas essas etapas, a cidade de Quito estaria a apenas seis horas de viagem; ou seja, um café-pequeno para os bravos torcedores do Decano. No espírito deles, a alegria e a certeza: "Não vai ser somente um jogo, vai ser uma jornada de carnaval. Levaremos nossos bumbos para que a música esteja conosco na viagem e dentro do estádio".

A aventura épica - a viagem da equipe

Embora fosse a primeira aventura internacional oficial, a direção do Atlético não cometeu os erros que alguns pensam. Como o jogo era na altitude de Quito, seus dirigentes concluíram que o melhor seria acomodar o elenco em Guayaquil e apenas desembarca-lo em Quito uma hora antes do jogo. Chegaram no domingo à cidade equatoriana, dois dias antes da partida decisiva.

Tudo estava saindo dentro do planejado até o momento do segundo embarque, em Guayaquil. A companhia aérea chilena que conduziria o elenco não recebeu autorização para a cabotagem. Até o momento, ninguém entendeu bem os motivos. O principal dizia que a altitude era superior à capacidade da aeronave em percorrê-la. Neste caso, o argumento contrário foi o de que a mesma aeronave havia sobrevoado altitude muito superiores, dias antes.

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Não adiantou. E detalhe, todos os jogadores já estavam dentro do avião, onde ficaram sob um calor infernal por quase três horas. Começou o drama. Não havia um outro voo capaz de acomodar todo o elenco argentino e suas bagagens. Todas as tentativas de resolver o problema não surtiam o efeito desejado. O desespero se aprofundou diante da possibilidade de suspensão do encontro. Aqui no Brasil, muitos comentaristas e pessoas comuns diziam que deveriam suspender o jogo, pois na Europa é assim que funciona.

Enquanto isso, as emoções explodiam dentro da aeronave, mas assim que algum jogador deixava o pessimismo aparecer outros diziam: "Nós iremos conseguir, estamos aqui para vencer o jogo e fazer a nossa história". Contudo, o tempo passava e o medo do WO aumentava ainda mais. Além disso, os cartolas estavam todos envolvidos na solução do problema e não conseguiam retornar à aeronave para informar sobre o que estava acontecendo.

Um grito de desespero soou baixo no meio dos jogadores. Mas vale lembrar que um grupo de torcedores estava no mesmo voo e portanto na mesma aeronave. Do seio dele, um garoto de oito anos apareceu e disse: "Logo o nosso avião vai sair e nosso time vai ganhar o campeonato, não é? Eu não me importo em esperar porque sei que vamos ganhar".

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Neste momento, "La Pulguita" Rodríguez reuniu o elenco e pediu calma: "Se um menino consegue se controlar por que estamos assim? Precisamos levar nossa loucura para o campo, mas neste momento, necessitamos de calma e concentração". E continuou: "Peço que pensemos apenas no jogo e na nossa vitória, nada mais", caso ninguém consiga se concentrar, pense somente nas palavras, ‘nós vamos chegar e vamos ganhar'".

Ficaram assim por longo tempo até que os dirigentes entraram na aeronave. Eles haviam conseguido um voo emergencial para Quito. Todos saíram correndo para o trâmite do novo embarque. Contudo, o avião só poderia levar o elenco, nem a bagagem, nem parte dos dirigentes e nem os 120 torcedores poderiam acompanhar os jogadores. Quando soube disso, o elenco foi tomado por um novo baque emocional.

O lateral Fernando Evangelista disse: "Já é demais, não consigo, não deixarei os torcedores aqui", então se juntou a eles, no que foi seguido pelo meia Guille Acosta. Ninguém sabia o que fazer e o raciocínio já fortemente abalado não apresentava solução para um problema aparentemente tão pequeno. Novamente os torcedores apareceram para animar o elenco e sugerir que fossem para o jogo.

O pequeno Matías, de 12 anos, disse: "Que cheguem lá e vençam o jogo por nós, precisam ir agora". Bem, a história desses torcedores daria um filme. Todos conseguiram chegar ao estádio Atahualpa; alguns no intervalo, outros com alguns minutos da etapa final. Teve caso de um pai que chegou com o filho, sem um único centavo no bolso, pois todo o seu dinheiro foi aplicado na odisseia para descobrir onde ficava o estádio, após se perder na capital equatoriana.

Quando lá chegou, não o deixaram entrar, alegando que o setor reservado à torcida já estava fechado. Nos seus braços, o esgotado Juan, de 10 anos, chorava e dizia, "Eu só quero ver o meu Deca", ainda que um pouquinho". Por sorte, o presidente do clube, que se colocou a postos para tais problemas, salvou pai e filho conduzindo-os ao setor onde estavam os dirigentes. 

Tiveram sorte, a mesma que faltou para um grupo de 57 torcedores que ficou preso em Machalla, a 500 quilômetros de Quito, pois seus membros foram roubados por uma agência de viagem. Fizeram dois vídeos, um deles para tranquilizar seus familiares. No outro, muitas horas mais tarde, para pedir as pessoas que divulgassem o acontecimento. No relato, o garoto chora por ter frustrada a chance de ver e alentar sua equipe na primeira viagem pela Libertadores.
  

A aventura épica - parte final
Quando entraram no novo avião, os jogadores estavam marcados por um novo stress emocional. Não sabiam o que seria feito com as suas bagagens, pertences pessoais e sobretudo com o fato de não terem o uniforme para o jogo. E mesmo se um uniforme aparecesse, receberiam a autorização para vesti-lo? Além disso, sabiam que o jogo já deveria ocorrer muito tempo antes e que a qualquer momento o árbitro aplicaria o WO.

Eles não sabiam, mas o embaixador argentino se desdobrava para resolver esses problemas no estádio. Além disso, também garantia que uma escolta policial acompanhasse o ônibus do aeroporto até o estádio Atahualpa. Tudo era feito na correria. Assim que desembarcaram, tiveram que correr para o veículo. Um deles, o zagueiro Di Plácido, sentiu os efeitos da altitude e acusou uma queda: era um aviso a todos sobre o local onde estavam.

Mas não havia tempo para tais preocupações. Entraram no ônibus e rumaram para o estádio a mais de 100 quilômetros por hora: "Uma tragédia poderia ter ocorrido pela forma como o coletivo se manejava", disse Bruno Bianchi. E continuou: "Temos família e com as coisas que ocorreram ultimamente é natural que fiquemos assustados, mas sabíamos que precisávamos chegar e que a partir do momento em que isto acontecesse, nossa missão passaria a ser a vitória em campo a qualquer custo".

Um pouco antes de chegarem ao estádio, os jogadores souberam que usariam o uniforme da seleção Sub-20, que disputa o Sul-Americano em Quito. Desembarcaram e foram diretamente para o vestiário. Tudo em velocidade. "Chegamos suados e apenas com a roupa do corpo. Estávamos famintos, mas em virtude do tempo o único que poderíamos fazer era beber um pouco d'água", disse Bianchi. "Por sorte, os garotos da Sub-20 estavam lá e nos entregaram os seus uniformes. Algumas chuteiras serviram; outras não. Então, alguns jogaram com chuteiras folgadas, enquanto outros com chuteiras que faziam os pés doerem por todo o jogo".

No cenário do Atahualpa, os torcedores de ambas as equipes estavam cansados, mas ninguém protestava pela demora da equipe argentina. Quando ela finalmente entrou em campo, seus jogadores se deram conta de que o grande barulho que havia era o que vinha de um setor afastado da arquibancada: era cânticos de seus torcedores.

Tudo indicava que a equipe local venceria com tranquilidade. E a classificação ocorreria com o empate em zero ou pela contagem de um gol. Além disso, era improvável que na altitude de Quito um elenco desgastado, faminto e estressado emocionalmente conseguisse resistir. Porém, o que se viu em campo foi assustador.

O Tucumán dominou a partida do começo ao fim. Sobrava disposição física, velocidade e entrega nos seus jogadores. Contudo, o mais notável era a maneira como eles conseguiam preencher suas linhas com um ajuste raro para os olhos dos rivais equatorianos. Mesmo os erros defensivos da primeira partida não se apresentaram desta vez. 

Ainda assim, os equatorianos apostavam que na segunda etapa as coisas seriam diferentes. Quando o elenco argentino chegou ao vestiário, havia frutas e outros alimentos para que fizesse uma refeição. Preferiram beber somente água para evitar problemas. Um comunicado foi passado aos jogadores: poucos minutos após partirem no voo alternativo, as autoridades do tráfico aéreo do Equador liberaram a aeronave original para sobrevoar e desembarcar no aeroporto de Quito.

Já o ótimo técnico Pablo Lavallén deixou de lado a orientação técnica e pediu aos jogadores que se lembrassem dos torcedores que ficaram no aeroporto de Guayaquil, que se lembrassem principalmente dos mais velhos e das crianças. Precisavam vencer por suas famílias e carreiras, pelo clube, mas principalmente por aquelas pessoas.

Os jogadores entenderam o recado e seguiram com a pressão para cima de um El Nacional assustado e sem reação. As chances de gol apareciam, mas o placar estava classificando o conjunto local. Mesmo vendo que sua esquipe poderia fazer o gol a qualquer momento, o técnico Lavallén resolveu torna-la ainda mais ofensiva. Retirou o volante Rodrigo Aliendro e colocou o centroavante Cristian Menéndez.

Três minutos depois, o cérebro da equipe, e melhor em campo, David Barbona, fez o passe perfeito para o incansável lateral Fernando Evangelista. Praticamente em cima da linha ele conseguiu cruzar para o cabeceio certeiro do artilheiro Fernando Zampedri guardar a pelota no arco do guarda-metas equatoriano. Sem saber o que fazer, saiu correndo feito um louco e percorreu longa distância até cair no chão e chorar.

"Eu corria para achar os meus torcedores, mas não conseguia vê-los na arquibancada. Me dei conta de onde estava e da alegria que aquele gol provocaria em todos eles. Eu não conseguia vê-los, mas estava profundamente conectado com cada um deles". 

Com o apito final do árbitro, os jogadores tiveram força para comemorar dentro do estádio e com seus bravos torcedores. Quando chegaram ao vestiário caíram exaustos, sendo que alguns deles apenas naquele momento sentiram os efeitos da altitude. Muitos tinham os pés ensanguentados pela pressão das chuteiras apertadas. Alguns não tinham força sequer para comemorar enquanto outros falavam coisa com coisa, claramente perdendo o senso da realidade.

Esses jogadores seriam recebidos dois dias depois por uma imensa festa de acolhimento de sua torcida. Enquanto isso, muitos daqueles que os acompanharam na viagem ainda estavam no caminho de volta e só chegariam em casa no começo da outra semana. Por certo que não se importam com isso, pois fizeram parte de uma aventura que coloca o Atlético Tucumán na história da Libertadores.



Joza Novalis, autor deste texto, escreve no site Futebol Portenho