Maurício Jahu

Maurício Jahu

Reconstrução é a receita do vôlei no início do ciclo olímpico

Mauricio Jahu,blogueiro do ESPN.com.br
Getty Images
Brasil comemora a medalha de ouro no Rio de Janeiro
Brasil comemora a medalha de ouro no Rio de Janeiro 

Passados os Jogos do Rio, o ano de 2017 será de reconstrução para a maioria das seleções mundo afora. E ano pós olímpico é também aquele que dá inicio as mudanças e apostas para o novo ciclo.

Para as seleções brasileiras não será diferente. José Roberto Guimarães, já confirmado no comando da seleção feminina, dará continuidade ao trabalho, mas tentará convencer algumas jogadoras que já anunciaram aposentadoria para levar experiência ao novo grupo.

A seleção masculina ainda depende da confirmação da permanência de Bernardinho. Particularmente, acredito que ele continue no comando por mais um ciclo olímpico.

E apesar da medalha de ouro no Rio, Bernardinho e também José Roberto precisam reconstruir seus respectivos elencos.

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Zé Roberto tem como base a levantadora Dani Lins e as atacantes Natália, Thaísa e Fernanda Garay. Já Bernardinho já tem o levantador Bruninho e os atacantes Lucão, Lucarelli e Wallace.

Apesar dessa base, esse será um ano de experiências. Não será estranho se os treinadores das seleções do Brasil apostarem em atletas que estão surgindo e que precisam ser testados.

É hora de apostar em novos talentos e dar experiência internacional para os que interessam e para aqueles que se mostrarem mais preparados para ocupar os lugares vagos.

Ano que vem tem os Campeonatos Mundiais. Essas competições estão atrás apenas dos Jogos Olímpicos em importância. Por isso que 2017 será um ano de apostas e das seleções reconstruírem seus respectivos elencos.

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As competições servirão para isso principalmente porque não há a necessidade de resultados imediatos. A Liga Mundial vai de 02 de junho a 02 de julho. Dia 7 de julho começa o Grand Prix que só termina na primeira semana de agosto.

Um mês depois, na primeira quinzena de setembro, tem a Copa dos Campeões no Japão. Tem ainda o Campeonato Sul-Americano, sem data e local definidos.

Ou seja, será uma boa quantidade de jogos para que José Roberto Guimarães e Bernardinho comecem a desenhar a nova cara das seleções brasileiras de vôlei para esse ciclo olímpico que se inicia.