Gustavo Hofman

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De Shaq x Kobe a Lebron x Curry, as maravilhosas histórias do Natal na NBA

Gustavo Hofman

Opções de filmes não faltam. Desde o pequeno Kevin sendo deixado para trás em casa, passando pelo assustador Grinch, a simpática Rudolph, o estranho Jack, os simpáticos Muppets, entre outros, até chegar no impagável rockeiro interpretado por Bill Nighy em Simplesmente Amor. Durante o 25 de dezembro os canais de televisão são tomados por produções natalinas.

Houve um tempo, não muito distante, em que internet era uma palavra desconhecida e televisão a cabo um sonho distante. Nessa época, se você não estivesse na rua se divertindo com os amigos e os novos brinquedos, fatalmente assistiria um desses filmes de Natal. Pois seus problemas acabaram (e já faz tempo)!

Desde 1947, logo em sua segunda temporada, a NBA resolveu agraciar os fãs do jogo com uma rodada natalina. O bom velhinho, depois de entregar os presentes a todas crianças que se comportaram durante o ano, tira as botas, deixa as renas descansando e liga a TV na ESPN e na ESPN+. No próximo domingo, serão cinco transmissões para o fã de esportes, incluindo o velho Noel.

Naturalmente, o Natal tem suas próprias estatísticas no universo norte-americano dos esportes. E ótimas lembranças também.

Como por exemplo as festas de 1990. O Chicago Bulls, de Michael Jordan, ainda não tinha sido campeão. Pelo contrário, nas duas temporadas anteriores fora derrotado nos playoffs pelo Detroit Pistons. A rivalidade com os bad boys já era enorme, e havia rumores que Phil Jackson poderia deixar o comando dos Bulls. Em noite espetacular do camisa 23, que anotou 37 pontos, Chicago venceu e permitiu que a história seguisse seu rumo.

Há pouco mais de dez anos, em 25 de dezembro de 2004, Miami Heat e Los Angeles Lakers protagonizaram confronto histórico. Foi a primeira partida de Shaquille O'Neal contra Kobe Bryant e também o retorno do pivô a LA após ser trocado pelo time da Califórnia. O frio cumprimento antes da bola subir, uma falta mais forte de Shaq durante o jogo, 42 pontos de Kobe e vitória do Heat na prorrogação.

Mais recentemente, no ano passado, houve a tradicional reedição da decisão da temporada anterior. Com 27 vitórias em 28 partidas até então, o Golden State Warriors superou o Cleveland Cavaliers por 89 a 83.

Para este domingo temos boas histórias mais uma vez. Em San Antonio, pelos Bulls contra os Spurs, Dwyane Wade entrará em quadra pela 12a vez na carreira no Natal. Nenhum jogador em atividade o supera nesse quesito.

Já Carmelo Anthony, no jogo entre New York Knicks e Boston Celtics, tentará repetir as grandes atuações natalinas. Sempre marcou ao menos 30 pontos em cada um dos quatro compromissos que teve, mantendo média de 34.3 pontos por partida. Considerando apenas atletas que já atuaram ao menos duas vezes no Natal da NBA, ele perde apenas para Tracy McGrady com 43.3 pontos por jogo.

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Crava, Papai Noel!
Crava, Papai Noel!

Russel Westbrook, por sua vez, buscará o segundo triple-double de Natal na carreira. Em 2013, contra os Knicks, anotou 14 pontos, pegou 13 rebotes e distribuiu 10 assistências durante 29 minutos na vitória do Oklahoma City Thunder por 123 a 94. Ele se tornou apenas o quinta na história da liga a atingir a marca, após Lebron James (2010), Billy Cunningham (1970), John Havlicek (1967) e a lenda Oscar Robertson (quatro vezes).

Quem não gosta muito de Natal é Stephen Curry. O jogador dos Warriors já disputou cinco partidas natalinas e tem média de apenas 11.2 pontos, com míseros 28% de aproveitamento nos arremessos. O desempenho tem sido tão sofrível, que ele tem bem mais erros cometidos (17) do que bolas de três (4). Ainda, sequer, passou da marca de 20 pontos em 25 de dezembro.

Entre os times, uma novidade: pela primeira vez o Minnesota Timberwolves vai jogar em 25 de dezembro. Sinal que o Papai Noel, após reservar Andrew Wiggins e Karl-Anthony Towns nos últimos anos para o time, além do técnico Tom Thibodeau, tem sido bastante bondoso com Mineápolis.

E olha que em 2015 eles abdicaram do Natal! Após escolherem o ala-pivô Rakeem Christmas, de Syracuse, o trocaram com o Indiana Pacers.