José Roberto Malia

José Roberto Malia

Choque-Rei: soberano São Paulo dá goleada no Palmeiras nos últimos 50 jogos

José Roberto Malia, colunista do ESPN.com.br

O ‘professor' Oswaldo de Oliveira está coberto de razão ao afirmar que ‘ninguém vai morrer' se o Palmeiras continuar ‘virgem' nos clássicos contra os principais coirmãos paulistas (oito derrotas e dois empates).

A história mostra que, nos últimos 15 anos, os periquitos em revista voaram muito mais no vácuo da decepção quando cruzou com um amigo de fé e nada camarada.

O time conseguiu somente 36 vitórias em 135 embates contra Corinthians, Peixe e soberano São Paulo, menos de 27% de aproveitamento.

Nesse período, o desempenho no Choque-Rei indica uma bela freguesia. Em 50 confrontos, o Palmeiras obteve 11 triunfos, contra 23 chicotadas do Tricolor. Aconteceram 16 empates.

O clube pagou o último bicho por uma vitória sobre os são-paulinos no Paulistinha de 2014: 2 a 0, no Pacaembu.

Mas (e sempre tem um mas em qualquer retrospecto que se preze), o torcedor palmeirense pode encher o peito de esperança: em 39 jogos como anfitrião no velho Palestra, o time saboreou 17 triunfos e 11 empates. Perdeu 11 jogos. O derradeiro duelo aconteceu em 21 de fevereiro de 2010: 2 a 0, gols de Robert.

Por falar no Choque-Rei... O São Paulo tem um motivo a mais para chinelar o Palmeiras, além de vencer o primeiro clássico na temporada (levou duas buchas do Corinthians e empatou com o Peixe).

O Tricolor lutará pela quina, a quinta vitória consecutiva. Desde outubro de 2013, o time não emplaca cinco resultados positivos.

Há um ano em meio, encaçapou Náutico (3 a 0), Bahia (1 a 0), Universidad Católica (4 a 3), Saci colorado (3 a 2) e Atlético Nacional (3 a 2). E completou a sena ao superar a Lusa (2 a 1). Agora, fuzilou São Bento (1 a 0), Ponte (2 a 1 ), San Lorenzo (1 a 0 ) e Marília (3 a 0 ).
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Malcom detona 1. O atacante Malcom, 18 anos, foi o destaque da vitória dos reservas do Corinthians sobre a Lusa, em jogo adiado do Paulistinha, a pré-temporada com ingresso pago. O garoto marcou os dois gols no Itaquerão, minha casa minha vida, e garantiu a classificação da equipe para as quartas de final. O time chegou a 29 pontos no grupo 2 e, ao lado do Peixe, tem a melhor campanha do campeonato. De quebra, ajudou o coirmão Palmeiras, que não pode mais ser alcançado pela Lusa no grupo 3 e também está garantido na próxima fase.

Malcom detona 2. O Corinthians dominou a partida (25.050 torcedores) e só não emplacou uma goleada porque Rafael, goleiro revelado no terrão corintiano, pegou muito. Além de Malcom, Danilo e Vagner Love também se destacaram. Depois de vencer Capivariano e Lusa, o Corinthians prossegue a maratona nesta quinta, contra a Penapolense. No domingo, a equipe encara o Bragantino. Com a vitória, o Corinthians atingiu 26 jogos sem derrota em casa e igualou a marca obtida no Pacaembu, entre 2008/09. A maior sequência, porém, é no Parque São Jorge, com 49 partidas.

Sugismundo Freud. Não se esculpe em madeira podre.

Brasil olímpico. O prefeito Eduardo Paes é merecedor de crédito, e muito mais. Enquadra-se no seleto rol dos políticos que prometem e... viram Pinóquio. Em várias reuniões com moradores da Vila Autódromo, o impoluto alcaide jurou que só deixaria o local, em razão das obras da Rio-16, quem quisesse. Em troca, receberia apartamento ou indenização. Não deu outra: o querido burgomestre decidiu desapropriar, com urgência e sem acordo, 58 imóveis da Vila Autódromo. Eles foram declarados de "utilidade pública". E estamos conversados. O pódio é deles, o suor é nosso.

Zé Corneta. Faltam 500 dias para a Olimpíada: um ótimo negócio para poucos, um pesadelo para milhões.

Bem, amiguinhos. Os representantes de Ricardo Oliveira colocaram as cartas na mesa: o atacante se sentiria extremamente recompensado se o salário para a xepa pulasse de R$ 40 mil para R$ 300 mil mensais. Loucura? Nem tanto: Leandro Damião consumia R$ 650 mil, mais um reforço de R$ 50 mil para cobrir o aluguel de um apartamento, antes de ser emprestado à Raposa.

Dona Fifi. Com medo da dengue, repelente virou desodorante no soberano São Paulo, mas nem assim o médico José Sanchez escapou da picada maldita.

Bem, diabinhos. O clássico 'dançando na chuva' rendeu poucos pingos aos cofres da samaritana diabólica federação carioca. Dona de uma seleção de craques absolutamente inúteis, a Ferj beliscou a mixaria de R$ 248 mil. Flamengo e Vasco, os verdadeiros donos da bola, embolsaram R$ 568 mil, cada um. Já o Consórcio Maracanã papou algo em torno de R$ 745 mil.

Caiu na rede (by ‘Olé do Brasil'). Roberto Bolaños ainda gravava o Chaves na última vez que o Vasco venceu o Flamengo.

Gilete press. De Cleo Guimarães, no ‘Globo': "Flamenguista fanático, o publicitário Paulo Brocá negocia com o clube a instalação, na Gávea, de uma estátua que reproduz a torcedora gostosona criada pelo cartunista Lan. Em tamanho natural, com 1,80m, ela está sendo esculpida por Marcos Salles e ficaria no hall de entrada do Flamengo, pertinho do monumento ao ídolo maior do time: Zico." Casal 20.

De chaleira. Mais um capítulo na lua de mel entre Leandro Damião e Peixe: o agente do atleta, Vinicius Prates, entrou com uma ação contra o clube e conseguiu bloquear R$ 2,5 milhões. Alegação: calote no pagamento de comissões.

Tititi d'Aline. A novela terminou: Guilherme acertou a renovação com o Galo até dezembro. Deverá receber R$ 250 mil mensais. Ele disputou 130 jogos (65 vitórias, 34 empates e 31 derrotas) com a camisa do clube. Marcou 26 gols. Em quatro anos, sofreu 15 lesões e curtiu 460 dias de chinelinho. Negócio da China?

Você sabia que... os ‘professores' mais bem pagos do mundo são José Mourinho (R$ 61,4 milhões/ano), Carlo Ancelotti (R$ 53 mi) e Guardiola (R$ 52 mi)?

Rádio vestiário. Alguns jogadores do Botafogo já torcem o nariz para o atacante Jobson. Acham que o companheiro começou a trocar a humildade pelo salto alto após os elogios da mídia.

Bola de ouro. Neymar. O garoto faturou R$ 124,6 milhões no ano passado. Ficou atrás do hermano Messi (R$ 221 mi) e do gajo Cristiano Ronaldo (R$ 184 mi). Thiago Silva aparece em quarto no ranking da revista ‘France Football', com R$ 92 mi.

Bola de latão. 'New Maraca'. A pérola da 'Copa das Copas' lembrou uma grande peneira em várias partes da arquibancada durante o aguaceiro de domingo. Choveu goteira por todos os lados no estádio de R$ 1,5 bilhão.

Bola de lixo. Futsal. O esporte vive ótimos momentos longe da quadra. De um lado, a cartolagem, apoiando a eleição de Marcos Antonio Madeira ao trono da confederação; de outro, os jogadores, sob a liderança de Falcão, prometendo largar a seleção se o presidente da federação mineira for escolhido no dia 31.

Bola sete. "A pressão será grande, mas espero que os atletas não imitem o futebol e chorem na hora do hino, deixando escapar o fogo que você tem de manter e usar no momento certo. O campeão olímpico precisa ter controle das emoções" (do medalhista dourado Joaquim Cruz, sobre a participação dos brasileiros na Rio/16 - no alvo).

Dúvida pertinente. Rio-16, R$ 37,7 bilhões: vale a pena?

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jose.r.malia@espn.com