Paulo Vinícius Coelho

Paulo Vinícius Coelho

Diretor bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro vai trabalhar no Palmeiras na campanha de reconstrução em 2015

Paulo Vinicius Coelho

O Cruzeiro já sabe que seu diretor-executivo, Alexandre Mattos, tem convite. Também sabe de onde. Em março de 2012, Mattos deixou o América para aceitar convite do Vitória, mas, no meio do caminho, recebeu uma ligação do presidente Gilvan de Pinho Tavares. O Cruzeiro tinha escolhido seu nome para mudar o rumo da equipe, que só escapou do rebaixamento na última rodada de 2011, ao vencer o Atlético Mineiro por 6 x 1.

Coincidentemente o adversário do Palmeiras na final contra o rebaixamento em 2014 é o Atlético... Paranaense. Faltam detalhes para acertar a oferta salarial e para tratar da autonomia que o diretor executivo terá. Paulo Nobre já entendeu que não pode ser ele o homem-forte do futebol.

No Cruzeiro, Alexandre Mattos foi acusado de gastar. Contratou 23 jogadores no final de 2012, dispensou 25 e montou o time bicampeão brasileiro. Sua estratégia foi atrair investidores. Gastou pouco nas compras de jogadores, um pouco mais com salários. A dívida do Cruzeiro aumentou. A do Palmeiras nos últimos dois anos também.

Mattos não vai falar sobre o assunto nos próximos dias e nem o Palmeiras. O telefone toca e não responde.

A missão de Alexandre Mattos não é fazer Paulo Nobre gastar mais. É fazê-lo aprender, no futebol, a gastar bem. O Palmeiras não precisa de um Porsche. Só precisa entender que o Porsche será mais barato do que o Fusca se o Volkswagen baratinho continuar deixando o dono na rua.

Há uma semana, Mattos tinha medo do rebaixamento do Palmeiras. Em caso de descenso, não trocaria o certo pelo duvidoso. Hoje, até isso parece ter mudado. O desafio de reerguer um gigante como o Palmeiras depois de ter feito isso com o Cruzeiro o seduz. Alexandre Mattos ainda não é o novo diretor-executivo de Paulo Nobre. Será nos próximos dias.