Paulo Vinícius Coelho

Paulo Vinícius Coelho

A ressureição do Borussia Dortmund, da dívida de 170 milhões de euros às semifinais da Liga dos Campeões

Paulo Vinicius Coelho
Há seis anos, a situação do Borussia Dortmund parecia irreversível. Eram 170 milhões de euros de dívida e o débito crescia 25 milhões de euros por ano. Em novembro de 2004, o atual presidente, Reinhard Rauball, assumiu a direção do clube para ajustar todos os débitos. Conseguiu.

Rauball é também o presidente da Liga Alemã, que controla a Bundesliga. Uma espécia de Fábio Koff, quando conduzia o Clube dos 13 e o Grêmio. Digamos, mais competente.

Com Rauball, a Bundesliga se tornou o campeonato com maior média de público do planeta, o 
Borussia Dortmund tornou-se o clube com estádio mais repleto do mundo – 80.500 por jogo, com 80.700 de capacidade do Signa Iduna Park, o velho Westfallenstadion.

O Borussia chegou a vender o estádio para o Commerzbank e comprou-o de volta.

Pela primeira vez desde 2003, a Liga dos Campeões tem quatro campeões nas semifinais. Em 2003, foram Inter, Milan, Juventus e Real Madrid. Agora, pela primeira vez na história, dois clubes alemães. Dos quatro, só um não prima pela descoberta de jovens talentos.

O Barcelona revela, o Bayern importa revelações, o Borussia descobre e lança jogadores jovens.

Só o Real Madrid contrata a peso de ouro.
A receita pode levá-lo ao segundo título europeu de sua história. Não convém duvidar.
Em crise financeira há seis anos, Borussia Dortmund se reergueu investindo em revelações