Justiça da Espanha nega pedido de defesa e mantém prisão de ex-presidente do Barcelona

Agência EFE

Quique Garcia/AFP/Getty Images
Sandro Rosell está preso desde 25 de maio
Sandro Rosell está preso desde 25 de maio

A Justiça da Espanha negou nesta quinta-feira um pedido de libertação do ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell, acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, por causa do risco de fuga do dirigente para o exterior.

A terceira seção da Sala Penal da Audiência Nacional apontou que o ex-mandatário do clube catalão poderia ter a situação modificada se, como forma de colaboração, se dispusesse a devolver alguma quantia em dinheiro que teria fraudado.


Rosell está preso desde 25 de maio deste ano, por decisão da juíza Carmen Lamela. O dirigente, segundo investigações, teria desviado 6,5 milhões de euros (R$ 25,2 milhões, em valores atuais), em direitos de transmissão de jogos da seleção brasileira.

Segundo a decisão desta quinta, ainda existe risco de o espanhol fugir, o mesmo que motivou a detenção há mais de seis meses. A defesa, que fez o pedido da libertação, entendia o contrário, destacando que a investigação ainda está em um estágio de indícios.

A resposta ao recurso ainda destaca a necessidade de conhecer o resultado do trabalho de uma comissão enviada ao Brasil para receber o relatório de CPI instalada no Congresso sobre a CBF. O objetivo era obter detalhes de atividades que implicariam o ex-presidente da entidade Ricardo Teixeira.