Alemão que brilhou no 7 a 1 desdenha do PSG: 'Muita badalação'

Mark Lovell, do ESPN FC
Muller analisa primeira partida contra PSG e destaca força do time após vitória na Champions: 'Nós ainda somos o Bayern'

Após a vitória por 3 a 1 de seu Bayern de Munique, na última terça-feira, pela Uefa Champions League, o meia-atacante Thomas Muller pediu à imprensa que pare de "ficar badalando" o Paris Saint-Germain.

Muller, um dos jogadores que mais brilharam no 7 a 1 da seleção alemã sobre o Brasil na Copa de 2014, foi o capitão do Bayern quando o clube bávaro levou 3 a 0 do PSG em setembro, resultado que motivou a demissão do técnico Carlo Ancelotti no dia seguinte.

No entanto, a chegada do novo treinador, Jupp Heynckes, transformou o gigante alemão, que reassumiu a liderança da Bundesliga e, na última terça, bateu o PSG com autoridade, ajudado por gols de Robert Lewandowski e dois do francês Corentin Tolisso, contratação mais cara da história da equipe. 

Segundo Muller, o PSG foi elevado a um patamar inexistente após aquela vitória por 3 a 0 em setembro, o que, em sua opinião, não condiz com a realidade.

"Quando perdemos em Paris, nós tivemos 18 escanteios a um a nosso favor, mas, apesar disso, todo mundo falava do PSG como se eles tivessem tomado uma poção mágica no dia", disparou.

"É claro que eles têm bons jogadores no ataque, mas vocês (jornalistas) não devem ficar fazendo uma badalação como essa", acrescentou.

"Ganhamos de 3 a 1 hoje. É claro que o PSG teve algumas boas chances, mas vocês não tiveram a impressão de estávamos enfrentando um time 'superdominante'. Ainda somos o Bayern de Munique", finalizou.

Thomas Muller voltou a jogar no último final de semana, na vitória por 3 a 1 sobre o Hannover, após ficar seis semanas lesionado. No entanto, o técnico Jupp Heynckes preferiu não arriscar e começou com seu "talismã" no banco de reservas contra os franceses, colocando o atleta em ação no segundo tempo. 

Assista aos melhores momentos de Bayern de Munique 3 x 1 Hannover

Ao entrar em campo, porém, Muller mostrou ter muita moral, ao contrário dos tempos de Carlo Ancelotti: ele assumiu a faixa de capitão ao tomar a vaga do francês Franck Ribéry. 

Sempre polêmico, o atleta da seleção alemã ainda disparou contra o árbitro turco Cuneyt Cakir por "superproteger" os atletas do PSG, culpando novamente o hype da mídia em cima de atletas como Neymar, Cavani e Mbappé.

"O árbitro certamente deve ter lido alguns artigos que vocês publicaram. Em muitos momentos me senti como se estivesse jogando fora de casa, em Paris, de tanto que ele protegeu os jogadores deles", afirmou.

Apesar do triunfo do Bayern, o PSG avançou para as oitavas de final da Liga dos Campeões em 1º lugar do grupo, enquanto os alemães passaram na vice-liderança.