Mulheres podem ganhar campeonato que vai dar como prêmio teste na F-1

espnW.com.br

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A britânica Susie Wolf foi piloto reserva e teste da Williams na Fórmula 1
A britânica Susie Wolf foi piloto reserva e teste da Williams na Fórmula 1

Um documento vazou nesta semana com uma proposta desenhada no início do ano para que um campeonato a motor apenas para mulheres passe a ser disputado a partir de 2019. O Mundial feminino inédito na categoria de automobilismo teria seis corridas, concentradas no verão do hemisfério norte: cinco na Europa e uma na América. E a campeã teria, entre seus prêmios, um teste na Fórmula 1.

O aporte financeiro necessário para tirar o projeto do papel estaria nas mãos de uma empresa sediada em Londres, e um dos apoiadores seria Feliz Porteiro, ex-piloto espanhol que correu com Lewis Hamilton na GP2. As informações também indicam que um número considerável de canais de televisão teriam demonstrado interesse na transmissão.

Em 2015, Bernie Ecclestone, então diretor-executivo da Fórmula 1, sinalizou sobre seu desejo de ver um campeonato apenas entre mulheres, para que elas pudesem mostrar seu talentos nas pistas e tivessem facilitado seu caminho até chegarem à F-1.

A britânica Susie Wolf foi piloto reserva e teste da Williams e participou dos treinos de quatro GPs, mas se aposentou quando ficou evidente que ela não teria vaga como piloto principal. Desde a primeira edição do Mundial de F-1, em 1950, apenas cinco mulheres tiveram a oportunidade de disputar corridas na categoria: as italianas Maria Teresa de Filippis, Lella Lombardi e Giovanna Amati; a britância Divina Galica e a sul-africana Desiré Wilson.

“Acredito que um campeonato de Fórmula 1 para mulheres nos daria a chance de alcançarmos nossos sonhos e competirmos de igual para igual, como em outros esportes. Um dia, isso vai acontecer. É a coisa certa a se fazer. Precisei brigar muito para chegar ao topo só porque sou mulher. E isso não é justo”, disse Carmen Jordá, espanhola foi piloto teste da Lotus e da Renault.

Várias pilotos mulheres ao redor do mundo foram consultada pelos organizadores, mas algumas estão céticas sobre a novidade e acham que uma categoria de automobilismo só para mulheres pode prejudicá-las ainda mais.

“Não faremos nenhum anuncio oficial nos próximos meses. Estamos fazemos muitas pesquisas e traçando nossas estratégias. Começar um projeto do zero leva um enorme período de tempo para acertar tudo”, disseram os orgaizadores.

A ambição é que a competição exclusiva para mulheres se torne a segunda maior categoria do automobilismo mundial, atrás apenas da Fórmula 1.