Defesa alternativa e ataque pelos lados: agora sob comando de espanhol, Brasil estreia no Mundial Feminino de Handebol

Bianca Daga, do espnW.com.br

Cinara Piccolo/Photo&Grafia
Campeão em 2013, o Brasil estreia neste sábado no Mundial feminino de handebol
Campeão em 2013, o Brasil estreia neste sábado no Mundial feminino de handebol

Novo treinador, novas caras, novo estilo de jogo. Essa será a seleção brasileira feminina de handebol no Campeonato Mundial que começa a ser disputado nesta sexta-feira na Alemanha. A estreia do Brasil, no entanto, será no sábado, às 14h45 (de Brasília), contra o Japão. Campeão inédito na edição de 2013, o País caiu nas oitavas de final em 2015 e parou nas quartas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro-2016. Agora, dá o ponta-pé inicial para o longo caminho de reformulação que terá até Tóquio-2020.

  • QUEM COMANDA


Morten Soubak, treinador de 2009 até a Olimpíada do ano passado, deixou a seleção brasileira e estará no Mundial liderando a Angola. Agora, quem está à frente das brasileiras é Jorge Dueñas. O espanhol comandou a seleção da Espanha por dez anos, tendo conquistado a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres-2012. Também foi com ele que as espanholas eliminaram o Brasil nas quartas de final do Mundial-2011, em São Paulo.

Cinara Piccolo/Photo&Grafia
Espanhol Jorge Dueñas terá seu primeiro desafio à frente da seleção brasileira
Espanhol Jorge Dueñas terá seu primeiro desafio à frente da seleção brasileira


  • POUCAS VETERANAS


Do grupo que disputou a Olimpíada do Rio de Janeiro, a seleção não terá as pontas Alexandra (voltou a pouco de lesão) e Fernanda (tornou-se mãe recentemente); as pivôs Dani Piedade e Dara, que se aposentaram; as armadoras Mayara e Juliana; e a central Fran da Rocha.

As remanescentes são as goleiras Babi e Mayssa;, as armadoras Deonise e Duda; a central Ana Paula; as pontas Jéssica Quintino e Samira; e a pivô Tamires Morena. Completam o elenco a goleira Gabi; as armadoras Karol e Patricia Batista; as centrais Dani Jóia e Patrícia Machado; as pontas Dayane e Marina Costa; e as pivôs Lígia e Tamires Anselmo.


  • MÉDIA DE IDADE


ESPN
[]


  • ESTILO DE JOGO


“Tínhamos pontos muito bons que estamos tentando manter, mas precisamos melhorar outros. Fundamentalmente, estamos trabalhando alternativas defensivas: o esquema 5-1 em vez de usarmos apenas o 6-0. Quero uma defesa mais ativa, que recupere a bola rapidamente e acelere o contra-ataque. Na frente, quero mais jogadoras participando e evitar que a gente pense logo em uma jogada fácil, desperdiçando o gol. Precisamos construir jogadas pelos lados, em vez de só lançamentos à distância”, explicou ao espnW o treinador Jorge Dueñas.


  • ADVERSÁRIOS


Pode-se dizer que o Brasil está no grupo da morte. A seleção estreia contra o Japão, teoricamente o adversário mais fácil da chave C, mas terá pela frente a Rússia, atual campeã olímpica, além de Dinamarca, Montenegro e Tunísia. Os quatro melhores países se classificam para as oitavas de final.

“Cada equipe tem sua dificuldade. São tipos de handebol bem diferente. A estreia será muito difícil. Então, o mais importante agora é nos concentrarmos no Japão, que tem uma equipe com jogadoras muito altas e rápidas. Precisamos explorar o contra-ataque. A Tunísia, teoricamente, é fraca, mas tem a seu favor o fato de não jogar sob pressão. A Rússia será o mais complicado, mas temos sim chance de ganhar. Montenegro tem tradição, e a Dinamcarca também está se renovando e melhorando cada vez mais, com atletas forte fisicamente”, analisou Dueñas.


  • O CAMINHO DO BRASIL

ESPN
[]