Aos 34, Marcelo Melo diz que espera continuar no tênis 'por mais uns 2 anos'

EFE
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Marcelo Melo comemora conquista em Wimbledon
Marcelo Melo comemora conquista em Wimbledon

Número um do ranking mundial de duplas ao lado do polonês Lukasz Kubot, o brasileiro Marcelo Melo, que em setembro completou 34 anos, declarou que pretende continuar a competir "o máximo de tempo que puder".

"Eu gostaria de continuar o máximo de tempo que puder. Amo jogar tênis, aproveito todos os dias, em todos os momentos. Faço tudo para estar bem de saúde. Tomara que continue por mais uns dois anos", afirmou.

Melo se disse "muito emocionado" ao receber, com Kubot, o troféu de melhor dupla da temporada na O2 Arena, em Londres, onde é disputado o ATP Finals. Esta é a segunda vez que o brasileiro ganha o prêmio, mas, segundo ele, a sensação foi diferente de quando passou pelo mesmo momento em 2015.

"Quero agradecer à minha família, aos meus treinadores e aos meus amigos, que às vezes me acompanham nos torneios. Já fui o número um em 2015, mas sozinho, não com a minha dupla. Para mim, é 50% cada um, por isso estou muito contente desta vez", afirmou.

Melo e Kubot disputaram 75 partidas juntos, com oito títulos conquistados, incluindo o de Wimbledon ao vencerem o austríaco Oliver Marach e o croata Mate Pavic na final.

Antes, Melo fez dupla durante cinco anos com o croata Ivan Dodig, rival contra o qual o brasileiro garantiu a primeira posição no ranking nesta segunda-feira ao derrotar o ex-parceiro e o espanhol Marcel Granollers no ATP Finals.

"Lukasz e Ivan têm um jogo parecido, mas personalidades diferentes. Lukasz é um pouco diferente, embora ambos sejam ótimos jogadores. Estou muito contente de ter chegado a este resultado com Kubot. Ele sempre demonstrou que quer jogar muito comigo, me respeita, me escuta muito", disse.

Melo é um dos três brasileiros que conseguiram chegar ao topo do ranking, assim como Maria Esther Bueno, em 1959, e Gustavo Kuerten, em 2000.

"Tomara que cheguem novos brasileiros, que os meninos que estão começando tragam novas energias. É muito importante que pensem que podem chegar lá, como eu. Tanto em simples como duplas", expressou.

O tenista mineiro também analisou a situação atual do circuito de duplas e explicou que, se antes os irmãos Mike e Bob Bryan "dominavam quase todos os torneios, agora não acontece mais isso".

"Este ano é dos mais difíceis aqui, você olha para este torneio (ATP Finals) e qualquer dupla pode ganhar, todas são muito boas. No circuito, as 15 primeiras duplas podem ganhar qualquer competição, não sei se tinha isso antes", ressaltou.