Hamilton detona regulamento da F1 para 2018: 'Uma droga, carro será como um ônibus'

Agência Gazeta Press

Victor Martins analisa GP do Brasil e fala sobre despedida de Massa: 'Merece um pouco mais de respeito'

Com grande parte do campeonato definido, os pilotos e as escuderias da Fórmula 1 começam a projetar o ano de 2018 e pensar nas melhorias perante as mudanças impostas a partir da próxima temporada. Antes mesmo da corrida final, em Abu Dhabi, Lewis Hamilton foi o primeiro a se manifestar contra o regulamento técnico que começa a vigorar a partir do ano que vem. Para o atual campeão, as medidas não deixarão a categoria melhor para ninguém e devem prejudicar o desempenho dos carros.

“As novas regras precisam ser bem melhor estudadadas. Não gosto da ideia de usar apenas três motores. Isso tudo é uma droga. O carro da próxima temporada será como um ônibus ou até mesmo como a Nascar, pois ficarão muito mais pesados. Teremos que ter cuidado com os freios também, por conta da distância de frenagem e da temperatura que eles terão”, disse Lewis Hamilton, em declarações ao canal BBC.

A próxima temporada terá atualizações em dois quesitos. Cada carro poderá utilizar apenas três unidades de potência, uma a menos que o limite deste ano. Além disso, será introduzido em todos os carros um atributo conhecido como halo, que irá aumentar o peso das máquinas em cinco quilos. O ajuste fará com que a Fórmula 1 tenha seus carros mais pesados da história, com 733 Kg. Isso tudo diante de uma corrida adicional na temporada.

Para o atual campeão e piloto inglês da Mercedes, as mudanças farão com que a competitividade seja menor e os carros percam o DNA veloz. “Estamos sentido falta de poder acelerar fundo na Fórmula 1”, ressaltou. “Isso pode parecer algo negativo e perigoso, mas, como piloto, queremos carros rápidos e ágeis. Só assim poderemos atacar e fazer algo mais vistoso. Infelizmente não é o que se pode fazer atualmente”, completou Hamilton.

Soberano na atual temporada, Hamilton analisou o que seria mais atraente para o público e fez questão de apontar o que deve acontecer diante das novas regras e ajustes. “Hoje o pessoal que está na frente não corre, apenas administra, e isto não é atraente para quem está assistindo. Os GPs mais empolgantes são os que chovem, porque não existem limitações. Com as mudanças da próxima temporada a tendência é que isso aumente”, declarou o piloto inglês e tetracampeão mundial de Fórmula 1.