Chefe da liga espanhola sobre o fair play financeiro: 'City e PSG trapaceiam, tenho certeza disso'

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Presidente da Liga Espanhola, Javier Tebas, durante encontro promovido pela Europa Press
Presidente da Liga Espanhola, Javier Tebas, durante encontro promovido pela Europa Press

Durante encontro promovido pela Europa Press nesta terça-feira, o presidente da Liga espanhola (LFP), Javier Tebas, voltou a falar sobre Manchester City e Paris Saint-Germain, clubes que denunciou por estarem quebrando o fair play financeiro da Uefa. Para ele, ambos estão fazendo "trapaças" para equilibrar as contas.

Ele aproveitou para negar que suas acusações tenham a ver com os 222 milhões de euros pagos pelo time francês para Neymar do Barcelona.

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"Denunciamos PSG e Manchester City. Somos muito transparentes: não é um problema de Neymar. Mantive em março uma reunião com Nasser (Al-Khelaïfi, presidente do PSG) e lhe disse que íamos denunciá-los pelas trapaças que fazem no fair play financeiro", garantiu o dirigente.

"O PSG recebe muitos milhões de turismo do Catar que inflam seus patrocínios para não dar perdas. O City, em menor escala, faz o mesmo. São os dois clubes do mundo que mais contrataram nos últimos anos. Estou certo de que estão fazendo trapaças. E se a Uefa não faz nada, teremos que levar o problema à União Europeia", prometeu.

O time da capital francesa, por exemplo, precisa arrecadar 75 milhões de euros (cerca de R$ 287 milhões) para cumprir o fair play financeiro da Uefa - na qual um clube não pode fechar as contas no vermelho durante períodos de três anos.

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O City, enquanto isso, gastou 167,15 milhões de libras (R$ 710,65 milhões) em contratações na temporada 2016/2017, mas ainda assim anunciou a maior receita de sua história, 473,4 milhões de libras (R$ 2,012 bilhões), e lucro de 1,088 milhão de libras (R$ 4,285 milhões).

As principais críticas de Tebas, porém, centram-se no PSG.

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"A postura do PSG neste verão produziu um efeito de inflação em jogadores, por exemplo, do Atlético de Madri. E os clubes que não fazem trapaças têm que ir com a água no pescoço para poder seguir sendo competitivos. Também a nova divisão da Champions vai gerar graves diferenças entre uns clubes e outros", criticou.