Advogado diz que Marin era 'café com leite' e alega que Del Nero era quem mandava na CBF

ESPN.com.br

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José Maria Marin foi preso em 2015
José Maria Marin foi preso em 2015

Charles Stillman, que lidera a defesa de José Maria Marin diante de 18 jurados nos Estados Unidos, afirmou que Marco Polo del Nero era que mandava. Na corte do Brooklyn, onde esteve diante do júri pela primeira vez, o advogado ainda comparou o ex-presidente da CBF com uma criança. As informações foram publicadas por Globoesporte.com e Folha de S. Paulo.

"Vocês já viram crianças jogando futebol? Lá está um bando de crianças tentando fazer gols e tentando se defender. Mas sempre tem algumas que não fazem realmente parte daquilo, que estavam fora, e só foram chamadas para completar o jogo. Quero que vocês lembrem disso", afirmou, conforme publicou o Globoesporte.com.


"Marin sempre foi visto como um interino. Todos esperavam que Marco Polo Del Nero fosse o presidente após a saída de Ricardo Teixeira, mas ele ainda não pôde assumir em 2012. Então, embora Marin tivesse o papel de presidente, ele não estava no Comitê Executivo da Fifa. Essa posição era ocupada por Del Nero", declarou.

“Marin sempre estava com Del Nero. Era sempre Del Nero quem tomava as decisões. Marin estava fora, estava à margem. Por isso peço que vocês voltem até a analogia que fiz: Marin era alguém que só completava o time. Peço que vocês realmente tenham isso em mente: Marin era só um interino.”

Marin foi preso em maio de 2015 e desde então cumpre prisão domiciliar em Nova York, nos Estados Unidos.

Além do ex-presidente da CBF, o paraguaio Juan Ángel Napout, ex-mandatário da Conmebol, e o peruano Manuel Burga, ex-presidente da federação do Peru, também começaram a ser julgados de participação no "Fifagate" neste mês.

Começa o julgamento de José Maria Marin, acusado de receber suborno e aceitar recursos ilegais

Os três são acusados de receberem propinas para beneficiar empresas de marketing esportivo em três contratos: venda de direitos da Copa do Brasil, da Copa Libertadores e da Copa América. Em cada um dos contratos, eles também são acusados de fraude e lavagem de dinheiro. Além da acusação de fazerem parte de uma organização criminosa que atuava fazendo extorsões no mundo do futebol.