Após nova tentativa de assalto, McLaren e Pirelli cancelam testes em Interlagos: 'Risco desnecessário'

ESPN.com.br
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Sentando sobre sua McLaren, Fernando Alonso acena antes do GP do Brasil
Sentando sobre sua McLaren, Fernando Alonso acena antes do GP do Brasil

Depois de um fim de semana marcado pela violência nos arredores do Autódromo de Interlagos, uma decisão drástica foi tomada nesta segunda-feira.

McLaren e Pirelli fariam testes de pneus terça e quarta no circuito paulistano, palco do GP do Brasil de Fórmula 1 no último domingo, mas após uma equipe da fabricante italiana ter sido vítima de uma tentativa de assalto as atividades extras foram canceladas.

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"Depois de uma tentativa de assalto, neutralizada pela segurança da Pirelli, contra uma van no circuito de Interlagos no último domingo - após um fim de semana no qual episódios similares ocorreram com outras equipes -, foi decidido cancelar o teste de pneus planejado para terça 14 e quarta 15 no circuito brasileiro com a McLaren. A decisão, dividida com McLaren, FIA e Fórmula 1, foi tomada no interesse da segurança dos funcionários, tanto da McLaren quanto da nossa própria, que teriam participado dos testes", escreveu a Pirelli no Twitter.

O recado da equipe britânica foi ainda mais pesado: "Nós conjuntamente decidimos com a Pirelli cancelar o teste de pneus desta semana em Interlagos. A segurança de nossas pessoas sempre está no topo de nossa prioridade, e, dados os recentes eventos, nós sentimos que era um risco desnecessário prosseguir".

A primeira equipe vítima de assalto foi a Mercedes, na noite de quinta-feira, quando os ladrões roubaram mochilas (algumas com passaportes dos funcionários), celulares e dinheiro da van em que estavam deixando o autódromo.

Depois, quase na madrugada de sábado para domingo, foi a vez de integrantes da Sauber escaparem de um assalto nas cercanias de Interlagos.

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A segurança frágil foi assunto no paddock do GP do Brasil, com pilotos e integrantes das equipes criticando o policiamento - a FIA, inclusive, pediu reforço, e 700 oficiais fizeram a ronda no domingo. 

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), admitiu falhas, mas contemporizou: "Acontece o mesmo em autódromos de primeiro mundo".