Palmeiras vai à Polícia e volta a romper com organizadas após protesto que feriu dois

ESPN.com.br

'Se o Palmeiras não ganhar, o pau vai quebrar'; canta Mancha em protesto

O Palmeiras registrou Boletim de Ocorrência e quer abertura de inquérito para investigação dos protestos que aconteceram no domingo, antes da vitória sobre o Flamengo, no Allianz Parque. Em nota oficial, o clube também anunciou que rompe novamente com as torcidas organizadas alviverdes. 

Em ato liderado pela Mancha Verde, torcedores atiraram diversos objetos – incluindo pipocas - no ônibus do time quando esse se dirigia para a partida contra o rival rubro-negro. O clube afirma que dois integrantes do Departamento de Futebol acabaram atingidos por estilhaços dos vidros quebrados.

O ex-presidente palmeirense Paulo Nobre já havia rompido relação com as organizadas do clube, mas houve uma reaproximação na gestão do sucessor, Maurício Galiotte, que assina a nota desta segunda.

No domingo, a Mancha protestou contra o próprio Galiotte, o diretor de futebol Alexandre Mattos e alvos específicos do elenco, cobrando a demissão, por exemplo, de atletas como Egídio, Róger Guedes, Fabiano, Luan, Juninho, Antonio Carlos, Arouca, Michel Bastos, Deyverson, Bruno Henrique e Erik.

Leia, na íntegra, o comunicado do Palmeiras sobre o protesto de domingo:

A Sociedade Esportiva Palmeiras lavrou Boletim de Ocorrência e irá solicitar a abertura de inquérito policial para que se apure o lamentável episódio deste domingo (12) envolvendo o ataque aos veículos que transportavam a delegação para a partida contra o Flamengo.

Dois integrantes do Departamento de Futebol do Palmeiras foram atingidos por estilhaços dos vidros que foram quebrados por manifestantes que acompanharam a saída do ônibus da Academia de Futebol.

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Muito mais do que danificar um patrimônio do Palmeiras, colocar em risco a integridade física de seres humanos, profissionais que estavam no exercício de suas atividades, é inadmissível e injustificável. Por isso não vamos tolerar tais condutas.

Como Presidente do Palmeiras reforço que, enquanto eu ocupar este cargo, não haverá qualquer tipo de diálogo autorizado pela Diretoria entre integrantes de torcidas organizadas e jogadores do clube.

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Reitero que seguirei mantendo a política de não conceder qualquer privilégio às torcidas organizadas. O clube valoriza muito seu torcedor e respeita todos os protestos, desde que sejam feitos em local e maneira adequados. Atos de violência são inaceitáveis e por isso serão reprimidos.

O Palmeiras irá fornecer todas as provas, imagens e testemunhos de quem acompanhou o episódio para auxiliar as autoridades.