Sem diálogo com argentinos, liga secundária e preferência dos 'parças' por baladas em Londres: jornal relata problemas de Neymar em Paris

ESPN.com.br
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Neymar durante jogo da Uefa Champions league pelo Paris Saint-Germain
Neymar durante jogo da Uefa Champions league pelo Paris Saint-Germain

Sabe aquele ditado "dinheiro não traz felicidade"?

Bem, para Neymar, a transferência de Barcelona para Paris tem sido bem indigesta até agora. Briga com Edinson Cavani, desavenças com o técnico Unai Emery e "escapadas" para encontrar os ex-companheiros no clube espanhol já aconteceram em apenas três meses no Paris Saint-Germain.

O jornal catalão Sport, porém, relata outros motivos para que a contratação mais cara da história do futebol (222 milhões de euros, ou R$ 820 milhões) esteja vivendo momentos turbulentos na capital francesa.

Na reportagem, uma fonte próxima ao atacante diz: "Neymar se deu conta de que ele é maior do que a liga que disputa".

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"Estádios pequenos com médias de público irrisórias, rivais de qualidade ínfima, jogos na sexta... 'Sabe que ganhará a liga com 30 pontos de vantagem, como ocorreu com o PSG faz duas temporadas, e isso o desmotiva'", afirma a reportagem.

"O brasileiro se surpreendeu com a dureza com a que empregam os defensores rivais, muito mais ásperos, provocativos e intransigentes do que tinha experimentando em Brasil e Espanha. E Ney acabou explodindo, o que lhe custou a expulsão contra o Olympique de Marselha", lembra o Sport.

Assim, ele tem de jogar mais de 30 partidas sem o máximo desempenho enquanto o objetivo declarado do clube é ganhar a Champions League: "E se não a ganha, a temporada será um fracasso. O perigo de que o astro se disperse é muito grande".

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A imprensa francesa, por sinal, seria outro descontentamento de Neymar, pois ela prefere falar do "seu comportamento extracampo, de suas vantagens e de sua gestão do vestiário".

Os companheiros no PSG, por sinal, também são um problema para o brasileiro, que tem os compatriotas como seu principais aliados, mas desde o episódio envolvendo Cavani pela cobrança de pênaltis perdeu apoio. 

"O uruguaio não é o único rebelde. As vozes críticas internas se multiplicam e, por exemplo, praticamente não há diálogo com o setor argentino: Di María (muito rebelde com ele), Pastore (que teve que ceder o número 10) ou Lo Celso. O vestiário do PSG é um campo minado para Ney", continua a matéria.

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Para completar, o local em que o atacante vive na França - a bucólica cidade de Bougival - não agrada a ele e a seus "parças", que "se converteram em assíduos da noite londinense (para onde vão com o avião privado do astro), exemplifica sua nula adaptação a Paris", concluiu o Sport.