'Counter-Strike': "Queremos focar em campeonatos no exterior", afirma Pan sobre Vivo Keyd

Daniela Rigon/ESPN.com.br

Felipe Guerra
Com a Vivo Keyd, Pan venceu a Brasil Game Cup 2017
Com a Vivo Keyd, Pan venceu a Brasil Game Cup 2017

A animação das jogadoras de Counter-Strike da Vivo Keyd não mostrou diminuição após a Brasil Game Show. Após vencer a BGC, a equipe garantiu vaga na qualificatória norte-americana da World Electronic Sports Games (WESG) e está treinando com afinco pela vitória.

Durante um evento na sede da Vivo, em São Paulo, na última semana, Pamella "pan" Shibuya conversou com o ESPN Esports Brasil sobre a ótima fase do time e os planos para o futuro. Segundo a jogadora, o objetivo da Vivo Keyd é focar nos campeonatos internacionais femininos.

"O que a gente quer agora é focar em campeonatos no exterior, pois eu já fui duas vezes e não tive bons rendimentos lá fora como time", lembra pan. "Como grupo, acho que vai ser diferente agora".

Se o resultado depender do ritmo de treino, pan garante que o time está pronto. "Estamos treinando todo dia a partir do horário que as meninas chegam da faculdade. Começamos em torno de onze e meia e vamos até umas quatro, cinco horas da manhã, todo dia", conta.

"O treino também é individual: treinar mira, assistir demos, POVs, analisar estatísticas dos últimos jogos que a gente jogou. Também temos um coach que auxilia a gente em todas as partes técnicas, em todas as nossas falhas”, completa pan. “Costumamos treinar contra times mais fortes, da liga principal e profissional, porque só conseguimos saber onde estamos errando ao jogar contra times que são melhores que a gente. Então, toda vez que treinamos contra times mais fortes, vemos os ‘buraquinho’ que faltam para encaixar alguma tática".

Quando perguntamos se há uma pressão para manter o nível do time e continuar como o melhor feminino do Brasil, a jogadora concorda, mas diz que é normal. "É mais uma questão de empenho. É o nosso trabalho, então a gente realmente dá 100% do nosso tempo, da nossa dedicação e do nosso esforço. É um meio que a gente tem para viver hoje", explica.

Para ela, jogar Counter-Strike é como cozinhar: pressão o tempo inteiro, mas uma experiência recompensadora no final. "Conforme você vai pegando experiência, consegue lidar com mais facilidade em campeonatos offline, mas é uma adrenalina que não tem preço. É uma emoção muito grande, jogar e ver a galera acompanhando, torcendo. Acho que é um trabalho todo recompensado, mesmo com um monte de obstáculos a serem superados", afirma.

Pan também comenta sobre a melhora na estrutura da equipe com a nova parceria entre a Keyd e a Vivo, o que está refletindo nos bons treinamentos. "A gente está com uma estrutura muito bacana agora, inclusive com a gaming house da Keyd que a gente utiliza como centro de treinamento", conta. "Também temos agora um técnico em tempo integral, 100% do tempo com a gente".

Elogiando a sintonia do time e a capitã, Juliana "showliana" Maransaldi, a jogadora se diz feliz com a confiança que os donos da Keyd estão depositando na equipe e como isso é importante para seu sonho de viver de jogar Counter-Strike. "Uma empresa que vê seu trabalho é muito bacana. Então, estamos fazendo de tudo para exceder as expectativas e, passo a passo, conquistar uma coisa de cada vez, tentar se manter no topo sempre", afirma. "Acho que é o sonho de qualquer menina que joga, de qualquer pessoa que joga, ser campeã do mundo. O cenário masculino já tem a SK Gaming, a Immortals, o time dos meninos agora, Lucas e Henrique. A gente se espelha muito neles e acho que, como o CS brasileiro tem um grande potencial, não é impossível a gente se tornar campeãs mundiais".

Apesar da empolgação com a classificação para o qualificatório online, a competição acontece apenas entre 1 e 5 de fevereiro de 2018, nos EUA. Lá, a equipe enfrentará oito adversárias de todo o continente e brigará por duas vagas no evento final, marcado para março de 2018, na China, com uma premiação de US$ 170 mil. No total, serão 24 times femininos na disputa.