A melhor troca de jogadores que cada time da NBA pode fazer para tentar alcançar os Warriors

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Nenhum time tem chance contra os Warriors? ESPN League analisa declarações de Draymond Green e o cenário da NBA

"Esses desgraçados sabem que não têm a menor chance."


Foi isso o que declarou recentemente Draymond Green ao ser questionado sobre a maneira como alguns outros times da NBA têm se movimentado nos últimos meses para acumular talento, como uma maneira de tentar destronar o Golden State Warriors.

O Houston Rockets, por exemplo, foi atrás de Chris Paul para colocar ao lado de James Harden. O Cleveland Cavaliers reuniu Dwyane Wade e LeBron James mais uma vez, além de receber Jae Crowder e Isaiah Thomas na troca por Kyrie Irving. Que será companheiro de Gordon Hayward no Boston Celtics. E tem ainda o trio do Oklahoma City Thunder formado por Russell Westbrook, Paul George e Carmelo Anthony.

A partir do dia 17 de outubro, quando começa a temporada 2017/18, descobriremos se os outros times têm mesmo alguma chance de acabar com o reinado dos Warriors ou não. 

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Assumindo que esse próximo campeonato seja mesmo uma espécie de corrida aos atuais campeões, seguem abaixo uma sugestão de troca para cada time ficar em melhor condição de se candidatar a assumir o topo.

Nem todas as equipes estão a um passo ou dois de ameaçar os Warriors, evidentemente. Mas as sugestões poderiam servir para ao menos deixá-las um passo menos distante de um dia -- vai saber quando -- sonhar com o título. 

  • Atlanta Hawks

O que fazer? Mandar Marco Belinelli para o Philadelphia 76ers em troca de Jahlil Okafor

Okafor não teve tanto espaço para mostrar serviço nos Sixers até agora. Pode ser que ele não seja tão bom ou capaz de desequilibrar tanto assim quanto se imaginava dois anos atrás, mas pode ser também que exista ainda algum potencial ali.

Os Hawks poderiam apostar para ver o que isso rende. E abrir mão de um veterano como Marco Belinelli não seria um problema para um time que acabou de começar a reconstrução.

  • Boston Celtics

O que fazer? Mandar Jayson Tatum, Marcus Morris, Aron Baynes e duas escolhas de primeira rodada para o New Orleans Pelicans em troca de Anthony Davis

Mais uma estrela chegaria para jogar com Kyrie Irving e Gordon Hayward. Davis pode criar o ataque se tiver a bola nas mãos no ataque, trabalha de costas para o garrafão se precisar, consegue finalizar por cima de dupla marcação, chuta de três e é ótimo defensor. É, sem dúvida, um dos mais talentosos e completos jogadores da atualidade. 

Além das duas escolhas de primeira rodada, os Celtics precisariam enviar Jayson Tatum, que parece mesmo ter muito potencial para os próximos anos. Mas é o preço a se pagar para ter alguém como Davis e fazer os Pelicans considerarem a ideia de ter algo para construir para o futuro. 

  • Brooklyn Nets

O que fazer? Mandar Rondae Hollis-Jefferson e Caris LaVert para o Dallas Mavericks em troca de Nerlens Noel

Seria uma aposta ousada dos Nets. Afinal de contas, o time, que já não tem tanto talento jovem e promissor assim, mandaria duas peças para receber uma só. 

Isso significaria depositar todas fichas no desenvolvimento de D'Angelo Russell como um armador capaz de concentrar as ações em um bom sistema ofensivo. E também em Nerlens Noel se consolidando como um protetor de aro de elite e contribuindo completando pontes aéres com o espaço criado por Russell. 

  • Charlotte Hornets

O que fazer? Mandar Kemba Walker para o Atlanta Hawks em troca de Dennis Schroder e uma escolha de primeira rodada no Draft de 2018

Seria um passo atrás agora, mas poderia representar uma melhora no futuro. Para isso, Schroder teria de continuar a evoluir. Sobretudo nos chutes de fora do garrafão, sua grande deficiência.

Mas o mais atraente mesmo seria essa escolha de primeira rodada do próximo Draft. Mesmo que Walker renda melhor logo de cara, dificilmente ele conseguiria evitar que os Hawks ficassem entre as piores campanhas da liga. 

  • Chicago Bulls

O que fazer? Mandar Zach LaVine, Kris Dunn e Lauri Markkanen para o Minnesota Timberwolves em troca de Jimmy Butler

Seria ótimo para os Bulls, que teriam uma estrela de grande porte para conduzir o processo de fortalecimento da equipe para os próximos anos. Jimmy Butler chegou à NBA como um bom defensor e não só manteve isso como se desenvolveu demais no ataque, ao ponto de se tornar capaz de ter a bola nas mãos para descolar cestas em momentos difíceis. Ele só melhorou nos últimos anos.

Mas isso é muito difícil de acontecer. Por mais que Zach LaVine tenha feito quase 20 pontos por jogo na última temporada, antes de se machucar, e Lauri Markkanen ter potencial para se consolidar como bom arremessador, quem aceitaria um pacote desses por Butler, né? Só os Bulls mesmo. 

  • Cleveland Cavaliers

O que fazer? Mandar Iman Shumpert, Channing Frye e a escolha de primeira rodada do Brooklyn Nets no Draft de 2018 para o New Orleans Pelicans em troca de DeMarcus Cousins

Cousins poderia dar mais problema aos Warriors no garrafão do que qualquer outro jogador da NBA, ao mesmo tempo em que também é capaz de jogar longe do garrafão com a bola nas mãos e até de chutar de três pontos. E para contar com uma das maiores estrelas da NBA, o elenco dos Cavs só perderia dois reservas -- sendo que Frye, a julgar pelo o que o técnico Tyronn Lue já declarou, deverá ser bem pouco utilizado na temporada.

Mas não seria uma negociação sem riscos. Cousins tem contrato só até o fim da temporada 2017/18 e será agente livre depois disso. E essa escolha de primeira rodada dos Nets tem tudo para uma das primeiras do Draft. Seria uma aposta com tudo dos Cavs no presente.

  • Dallas Mavericks

O que fazer? Mandar Wesley Matthews ao Utah Jazz em troca de Dante Exum e Alec Burks

Matthews pode ser muito útil para qualquer time que sonhe em um dia desafiar os Warriors. Por outro lado, é uma das únicas moedas de troca realmente valiosas dos Mavericks.

A ideia, portanto, seria a de mandá-lo para Salt Lake City e conquistar dois jogadores versáteis para rechear um pouco mais a rotação.

  • Denver Nuggets

O que fazer? Mandar Jamal Murray, Juan Hernangomez, Kenneth Faried e Jameer Nelson para o Toronto Raptors em troca de DeMar DeRozan

Os Nuggets contam com Nikola Jokic para arquitetar os ataques com sua genialidade na hora de descolar passes e também foram atrás de Paul Millsap, que também tem bom passe e sabe pontuar de diversas maneiras. Mas esse time poderia se beneficiar bastante se tivese alguém capaz de assumir um volume alto de pontos e de concentrar os ataques nos momentos decisivos dos jogos. 

Os Raptors ganhariam quatro peças para rechear o elenco. Nelson e, principalmente, Faried serviriam mais para fazer os salários da troca baterem. Os grandes atrativos mesmo seriam Murray e, em uma menor escala, Hernangomez. Ambos tiveram um ano interessante como novatos. Mas é preciso abrir mão de alguma coisa de valor em uma troca para poder adicionar uma estrela ao elenco. 

  • Detroit Pistons

O que fazer? Mandar Andre Drummond para o Atlanta Hawks em troca de Kent Bazemore e Miles Plumlee

Ao contrário do que se poderia imaginar uns anos atrás, as estatísticas avançadas mostram que os Pistons têm jogado melhor com Drummond no banco de reservas. O primeiro passo para mudar as coisas e voltar a um caminho que um dia possa levar à briga pelo título seria abrir mão do contrato dele. 

Os Hawks estão abaixo do teto salarial e em processo de reconstrução, o que muito possivelmente significa estar mais aberto a experiências. Bazemore poderia ser útil aos Pistons se voltasse ao nível de duas temporadas atrás. Plumlee nem tanto. Mas de qualquer maneira, o principal mesmo para os Pistons seria quebrar um contrato grande e longo por dois um pouco menores e mais fáceis de se conviver.

  • Houston Rockets

O que fazer? Mandar Ryan Anderson e a escolha de primeiro rodada do Draft de 2020 para o Portland Trail Blazers em troca de Evan Turner e Zach Collins

Seria uma troca envolvendo dois dos contratos mais difíceis de serem passados para frente -- Turner (cerca de US$ 18 milhões até 2020) e Anderson (cerca de US$ 20 milhões por ano até 2020). Os Rockets abririam mão de um ala-pivô conhecido por chutar de três para apostarem na defesa de Turner, que permitiria ao time trocar a marcação o tempo topo. Isso ao mesmo tempo em que nutriria esperanças de que as deficiências ofensivas de Turner fossem amenizadas jogando ao lado de James Harden e Chris Paul.

Já Collins ofereceria mais um protetor de aro na defesa dos Rockets. Ao passo que Anderson daria aos Blazers mais um jogador capaz de abrir a quadra com chutes de longa distância. 

  • Indiana Pacers

O que fazer? Mandar Darren Collison e Bojan Bogdanovic para o Los Angeles Lakers em troca de Jordan Clarkson e Julius Randle. 

Os Lakers querem perseguir estrelas em 2018. Para isso, muito provavelmente precisaria encontrar uma maneira de despachar os contratos de Julius Randle e Jordan Clarkson. Ou os dois. 

Isso só funcionaria com os Pacers se fosse depois de dezembro, pois antes disso os contratos de Collison e Bogdanovic teriam garantia também para a próxima temporada. Mas se eles forem negociados depois disso, aí não. Então os Lakers cumprem sua meta e os Pacers adicionam um pouco mais de talento ao elenco.

  • Los Angeles Clippers

O que fazer? Mandar Austin Rivers para o Charlotte Hornets em troca de Michael Kidd-Gilchrist

O técnico Doc Rivers precisaria ser criativo para compensar a falta de arremesso de Kidd-Gilchrist, mas ganharia não só um ótimo defensor como alguém mais alto para compor os quintetos que o treinador colocar em quadra. 

Enquanto isso, Rivers daria aos Hornets uma outra opção além de Kemba Walker para criar o próprio arremesso.

  • Los Angeles Lakers

O que fazer? Mandar Julius Randle e Jordan Clarkson para o New Orleans Pelicans por DeMarcus Cousins

Os Lakers querem perseguir estrelas em 2018. Para isso, muito provavelmente precisaria encontrar uma maneira de despachar os contratos de Julius Randle e Jordan Clarkson. Ou os dois. 

Tudo isso se encaixaria nesta troca para os Lakers. O time já teria uma estrela desde já e conseguiria mover esses dois contratos. DeMarcus Cousins poderia sair em 2018, claro, mas ao menos já teria passado um ano em Los Angeles e poderia se convencer a renovar. Ou, na pior das hipóteses, os Lakers continuariam com espaço na folha salarial para perseguir algum outro astro. E os Pelicans ganhariam alguma coisa para o futuro, ao invés de perder Cousins de graça.

  • Miami Heat

O que fazer? Mandar Justise Winslow, Wayne Ellington, Kelly Olynyk e Tyler Johnson para o Toronto Raptors em troca de DeMar DeRozan

O Heat precisaria abrir mão de alguns jogadores úteis e que deixariam o elenco um pouco menos profundo, mas ganharia uma estrela que pode concentrar o ataque e tirar pontos da cartola em momentos difíceis.

  • Milwaukee Bucks

O que fazer? Mandar Jabari Parker e John Henson para o New Orleans Pelicans em troca de DeMarcus Cousins

Os Bucks teriam uma outra grande estrela para colocar ao lado de Giannis Antetokounmpo. A versatilidade ofensiva de Cousins permitiria a esse time explorar essa dupla de diversas maneiras e a tornar a produção de pontos bem mais fácil.

O preço para contar com isso seria um bom pivô defensivo e um jovem promissor, mas que ainda está no meio da recuperação de uma segunda cirurgia no joelho. É um risco porque Cousins só tem contrato até o fim da temporada e pode sair de graça depois disso. Já os Pelicans garantiriam alguma coisa para depois de 2018.

  • Memphis Grizzlies

O que fazer? Mandar Marc Gasol para o San Antonio Spurs em troca de LaMarcus Aldridge

Mesmo sem estarem próximos de realmente lutarem pelo título, os Grizzlies têm três dos 30 jogadores mais bem pagos da NBA. Ou seja: algum deles precisaria ser usado como moeda de troca. Chandler Parsons não teria lá tanto valor. Mike Conley é ótimo, mas é armador, uma posição que quase toda a NBA está bem abastecida. Restaria Marc Gasol. 

Tecnicamente, essa troca mudaria pouco a vida dos Grizzlies. Na verdade, provavelmente até deixaria a equipe menos competitiva. Mas o contrato de Aldridge é mais curto, o que permitiria alcançar alguma flexibilidade financeira um pouco mais rápido.

  • Minnesota Timberwolves

O que fazer? Mandar Giorgui Dieng em troca de Wesley Matthews

A movimentação ajudaria a fazer Karl-Anthony Towns ficar mais tempo na posição cinco e explorar o máximo de seu potencial. Mas como Dieng é valioso demais para ser um mero tapa buraco nos momentos em que Towns for para o banco, o Timberwolves o enviaria a Dallas em troca de um ala que sabe defender no perímetro e é capaz de entregar bolas de três, algo que cairia muito bem neste time.

Já o Mavericks ganharia um pivô que pode ser um dos melhores protetores de aro da NBA e que também consegue ameaçar de fora do garrafão com seus arremessos de média distância.

  • New Orleans Pelicans

O que fazer? Mandar Solomon Hill, Omer Asik, Alexis Ajinca e três escolhas de primeira rodada do Draft para o Cleveland Cavaliers em troca de Jae Crowder, JR Smith e Kyle Korver

Seria uma alternativa caso os Pelicans decidam mesmo que devem apostar pesado nesta experiência com DeMarcus Cousins e Anthony Davis juntos, mesmo sabendo que Cousins tem contrato só até o fim da próxima temporada. 

O trio do Cavs teria tudo para ser útil ao redor das duas estrelas. São jogadores que não precisam ter a bola nas mãos o tempo todo e com capacidade de entregar chutes de longe. Isso sem falar na defesa de primeiro nível de Crowder. Para isso, os Pelicans enviariam alguns dos seus piores contratos. Mas a esperança de convencer os Cavs seria mesmo o pacote de escolhas no Draft.

  • New York Knicks

O que fazer? Mandar Carmelo Anthony para o Oklahoma City Thunder em troca de Enes Kanter, Doug McDermott e a escolha do Chicago Bulls de segunda rodada no Draft de 2018 

Parece que os Knicks já fizeram a melhor movimentação que dava para se fazer antes da temporada. Era hora mesmo de dar as chaves do time nas mãos de Kristaps Porzingis. Quanto mais cedo ele assumir isso, mais rápido ele deve atingir seu melhor basquete.

  • Oklahoma City Thunder

O que fazer? Torcer para Paul George ficar

É o que resta depois das movimentações nos últimos meses que resultaram nas chegas de duas estrelas: George e Carmelo Anthony. Depois disso, o time ficou praticamente sem moeda de troca valiosa e sem escolha de primeira rodada do Draft em dois dos próximos três anos. 

Não teria muito o que se fazer. O jeito seria torcer para as coisas darem certo nesta temporada, ou que pelo menos essa união de estrelas dê sinais de que pode realmente funcionar, para que George decida permanecer. O contrato dele tem validade só até julho de 2018.

  • Orlando Magic

O que fazer? Mandar Nikola Vucevic para o Boston Celtics em troca de Aron Baynes, Terry Rozier e a escolha do Los Angeles Clippers de primeira rodada do Draft de 2019

O Magic mandaria um bom reboteiro a um time que precisa disso e que também poderia se beneficiar dos movimentos para pontuar de Vucevic. Por outro lado, deixaria algumas peças mais jovens e que precisam se desenvolver jogando ganharem espaço na rotação. 

Rozier seria mais um jovem útil para completar o Magic. E a escolha de Draft, apesar de provavelmente não ser tão alta assim, também poderia render algo para o futuro.

  • Philadelphia 76ers

O que fazer? Mandar Jahlil Okafor e Gerald Henderson para o Brooklyn Nets em troca de Jeremy Lin

Jahlil Okafor não parece estar nos planos dos Sixers e tem tudo para receber ainda menos minutos no time nesta temporada. Então ele e Henderson iriam para os Nets, que tanto precisam de doses de talento e que não teriam nada a perder ao dar a chance de fazer Okafor funcionar. 

Além de apostar na atual base, os Sixers querem manter a flexibilidade financeira para 2018. Por isso ofereceram contratos de um ano para JJ Redick e Amir Johnson. Uma troca por Jeremy Lin ajudaria neste sentido.

  • Portland Trail Blazers

O que fazer? Mandar CJ Mccollum para o New York Knicks em troca de Kristaps Porzingis e Joakim Noah

Isso só aconteceria a partir do momento que os Blazers resolverem que não conseguirão passar perto de brigar pelo título tendo CJ McCollum e Damian Lillard juntos no perímetro, com suas falhas defensivas sempre exploradas pelos adversários.

O time então abriria mão de um jogador muito talentoso no ataque para ter em Porzingis um outro tipo de estrela para colocar ao lado de Lillard: um ala muito alto que consegue defender com bastante eficiência perto da cesta. Aceitar herdar o contrato ruim de Jokaim Noah aumentaria demais as chances de convencer os Knicks a aceitar o negócio.

  • Phoenix Suns

O que fazer? Mandar Dragan Bender, Tyson Chandler e a escolha do Miami Heat de primeira rodada no Draft de 2018 para o New Orleans Pelicans em troca de DeMarcus Cousins

Os Suns abririam mão de uma escolha de Draft e de um jovem como Dragan Bender, mas despachariam o contrato do veterano como Tyson Chandler. Poderiam contar com DeMarcus Cousins só por um ano, já que ele vai ser agente livre em 2018, mas teria a chance de ver o que uma estrela como ele poderia adicionar à equipe e poderia convencer a renová-lo. 

Parece uma aposta bem válida.

  • Sacramento Kings

O que fazer? Mandar George Hill para o Milwaukee Bucks em troca de Thon Maker e Greg Monroe

Se no meio da temporada os Bucks entenderem que precisam de um jogador mais veterano para aumentar as chances de título, então os Kings podem ajudar oferecendo George Hill. Greg Monroe não é um pivô tão fundamental assim para o esquema que Jason Kidd tem tentado montar em Miwaulkee. Thon Maker até poderia ser, mas aí seria o preço a se pagar por querer apostar no presente.

E para os Kings, isso faria sentido porque esse time não vai a nenhum lugar agora. Hill pode até ser com folga o melhor jogador envolvido nesta troca, mas não é o mais promissor. Então valeria a pena apostar no crescimento de Maker.

  • San Antonio Spurs

O que fazer? Mandar LaMarcus Aldridge para o Detroit Pistons em troca de Tobias Harris e Boban Marjanovic

Harris poderia ajudar na pontuação de um lado da quadra e encarar melhor as trocas defensivas no outro lado. Principalmente nas vezes em que cair diante de alguém como Kevin Durant, o que reduziria um pouco o grau de vulnerabilidade dos Spurs quando Aldridge se vê envolvido nestas situações.

Ex-Spurs, Marjanovic entraria nesta troca mais para fazer os salários baterem do que qualquer coisa, mas também poderia ser muito útil na proteção de aro. Já Aldridge seria uma aposta para assumir o papel de principal foco ofensivo dos Pistons. 

  • Toronto Raptors

O que fazer? Mandar Jonas Valanciunas e uma escolha futura de primeira rodada (com proteção) para o Dallas Mavericks em troca de Nerlens Noel e Josh McRoberts 

Sairia um titular que não vem tendo tanto peso assim no ataque e que não chega a ser fundamental na defesa para as chegadas de dois jogadores que podem ser mais úteis para o técnico Dwane Casey testar variações táticas. Noel pode ser um melhor encaixe na defesa com Serge Ibaka na hora de trocar a marcação. E McRoberts pode jogar na posição quatro quando Ibaka for o pivô e ajuda a abrir a quadra com chutes de longa distância.

Para os Mavericks, isso significaria a perda de dois jogadores que não parecem fazer parte dos planos a longo prazo. E a primeira escolha de Draft, ainda que tenha proteção para as primeiras posições, pode um dia render um jovem com potencial de render alguma coisa interessante. 

  • Utah Jazz

O que fazer? Mandar Rudy Gobert para o Cleveland Cavaliers em troca de Iman Shumpert, Channing Frye e a escolha de primeira rodada do Brooklyn Nets no Draft de 2018

Não seria fácil romper os laços com o principal defensor do time, um sujeito que muita gente argumenta que deveria ter ido para o "All-Star Game" na última temporada. Especialmente doloroso depois da saída de Gordon Hayward. 

Mas essa seria uma movimentação caso o Jazz chegasse à conclusão de que não está perto de poder se considerar um real candidato ao título. Aí a saída seria abrir mão de Gobert para conseguir a tão valiosa escolha dos Nets, que tem tudo para ser uma das primeiras no próximo Draft.

  • Washington Wizards

O que fazer? Mandar Ian Mahinmi e duas escolhas futuras de primeira rodada do Draft para o Brooklyn Nets por Rondae Hollis-Jefferson e Trevor Booker

Os Wizards têm um time titular muito bom e um reserva confiável em Kelly Oubre. As estatísticas avançadas mostram que o quinteto titular e a escalação com Oubre no lugar de Markieff Morris foram duas das formações mais eficientes da última temporada. 

Mas para aumentar mesmo as chances de vitória no Leste e ter a chance de disputar o título, os Wizards precisarão reforçar o resto do banco, que sofre muito com a falta de profundidade. Especialmente depois da saída de Bojan Bogdanovic. Hollis-Jefferson e Booker podem ajudar nisso. E o pacote com escolhas de Draft certamente seria interessante ao Nets, que não terá a escolha de primeira rodada em 2018 e precisa continuar a se reconstruir.