Presidente do COB exalta legado de Nuzman e mira fim de suspensão

Gazeta Press
Paulo Wanderley assume a chefia do COB após renúncia de Nuzman, e comissão é criada para elaborar novo estatuto

Com a renúncia de Carlos Arthur Nuzman nesta quarta-feira, Paulo Wanderley Teixeira, então vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), assumiu a chefia da entidade. 

O novo mandatário do COB exaltou as conquistas esportivas de seu antecessor, que está preso, e quer o fim da suspensão imposta pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).


“Esportivamente, nenhum outro dirigente conseguirá realizar o que Nuzman fez no Brasil. Jogos Sul-americanos, Pan, Jogos Olímpicos, Lei Agnelo/Piva, leis de incentivo, Instituto Olímpico Brasileiro. Os Jogos Olímpicos foram um sucesso absoluto”, declarou Teixeira em entrevista coletiva nesta quarta.

Com a polêmica envolvendo Nuzman, que teria comprado votos para o Rio de Janeiro ser escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Comitê Olímpico Internacional suspendeu o COB, que teve seus subsídios e pagamentos do COI congelados e não pode exercer seus direitos como Comitê Olímpico Nacional.

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“Estamos trabalhando intensamente para levantar a suspensão imposta pelo COI, mostrando que estamos comprometidos em trabalhar com ainda mais transparência, governança e compliance neste ciclo. Tenho convicção de que vamos superar esse momento difícil do esporte brasileiro”, completou.

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Ainda nesta quarta, a Assembleia Geral Extraordinária do COB, buscando acabar com a suspensão do COI, propôs inúmeras mudanças. Entre elas, o estatuto da entidade será reformulado e o prazo para a alteração é de 45 dias.