Comissário da NFL pede para que jogadores parem com protestos na hora do hino e ganha elogios de Trump

ESPN.com.br

Boston Globe/Getty
Goodell sugeriu que cenas como esta fiquem no passado
Goodell sugeriu que cenas como esta fiquem no passado

Depois da mobilização contra as críticas feitas pelo presidente Donald Trump, que atacou os jogadores que protestavam durante o hino nacional, a NFL deve "abandonar a causa" nas próximas semanas. É o que o comissário Roger Goodell sugeriu em carta enviada às franquias, ação elogiada pelo mandatário norte-americano.


O comunicado do comissário da liga, obtido por Adam Schefter, da ESPN, traz a intenção de Goodell em "deixar para trás" o debate. Ele deixou claro que quer que os jogadores respeitem a execução do hino nacional, e insinuou que pode buscar formas de garantir que os protestos cessem. 

"Assim como muitos de nossos fãs, acreditamos que todos devem ficar em pé para nosso hino nacional. É um momento importante do nosso jogo. Queremos honrar nossa bandeira e nosso país, e nossos torcedores esperam isso de nós", escreveu Goodell.

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"Nós também nos preocupamos muito com nossos jogadores e respeitamos suas opiniões e preocupações sobre os problemas sociais. A controvérsia sobre o hino é um obstáculo para ter uma conversa honesta e fazermos progressos nos problemas", continuou.

"Temos que deixar para trás a controvérsia, e queremos fazer isso junto com nossos jogadores", completou. 

Segundo Adam Schefter, os proprietários de equipes estudam uma forma de garantir que seja obrigatório que os jogadores fiquem em pé na hora do hino. No domingo, Jerry Jones, dono dos Cowboys, garantiu que aquele jogador que não respeitar a bandeira não deve entrar em campo.

A notícia da carta de Roger Goodell fez o presidente Donald Trump voltar a falar do tema nas redes sociais. "Já era hora de Roger Goodell e a NFL exigirem que todos os jogadores fiquem em pé para nosso grande hino nacional - Respeito ao nosso país", escreveu nesta quarta-feira.