Sem McDonald's, emprego sobrando, sucesso no combate às drogas e menos gente que Diadema: como é a Islândia, que está na Copa

ESPN.com.br
Seleção da Islândia comemora classificação à Copa com o seu fantástico grito de guerra: 'Hú!'

A Islândia está na Copa do Mundo pela primeira vez para provar que tamanho não é documento, tanto no futebol quanto na qualidade de vida.

O país conseguiu formar uma seleção competitiva, que já havia brilhado na última Eurocopa, mesmo com uma população estimada em 2017 de apenas 339.747 habitantes, menos que cidades médias brasileiras, como Diadema, no ABC paulista, que tem hoje, segundo o IBGE, 418 mil moradores. De acordo com a CIA, a central de inteligência americana, a Islândia tem apenas 23.190 homens entre 15 e 24 anos. 


A Islândia tem alguns dos melhores índices de qualidade de vida no mundo. Em média, um habitante do país vive 83 anos, a sexta maior expectativa de vida do planeta. A mortalidade infantil é uma das menores do mundo, com apenas 2,1 mortes para cada 1.000 crianças nascidas. 

Também na média, um islandês passa 20 anos estudando.

Depois de uma grave crise na década passada, a o país vive hoje uma das melhores situações financeiras de todo o planeta.  Em 2016, o PIB do país cresceu 7,2%. A situação é praticamente de emprego total.

Entre os países mais industrializados do Ocidente, nenhum têm uma taxa de desemprego tão baixa. Em março de 2017, o índice de pessoas sem emprego no país era de apenas 2,4%, contra 4,5% nos Estados Unidos e 8% na União Europeia (no Brasil a taxa está próxima a 13%).

HALLDOR KOLBEINS/AFP/Getty Images
Islândia comemora conquista da vaga
Islândia comemora conquista da vaga

O custo de vida, entretanto, é bastante alto, o que causa até uma situação rara para um país que vai disputar a Copa do Mundo. Desde 2009 a Islândia não tem mais franquias do McDonald's. Naquele ano, foram fechados os três restaurantes, todos na capital Reykjavik. 

Seus proprietários alegaram os altos custos da importação de ingredientes, já que o clima gelado da Islândia faz com o país tenha que importar muito de seus alimentos. 

A Islândia faz também hoje muito sucesso no combate às drogas e o alcoolismo, e com a ajuda do futebol. Com uma política de incentivo à prática do esporte, e também limitando o horário em que jovens podem sair, o país vê o número de adolescentes de 15 e 16 anos que já provaram bebida cair de 42% em 1998 para apenas 5% em 2016. No mesmo período, as pessoas com essa idade que já haviam fumado maconha passou de 17% para 7%.

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