Ministério Público Federal pede prisão de Nuzman por tempo indeterminado para evitar obstrução da investigação

ESPN.com.br
Pensamentos que ficarão para a história: volte ao passado e relembre a trajetória de Nuzman até a Rio 2016

Carlos Arhur Nuzman teve um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, sob a justificativa de que solto ele poderia obstruir as investigações. Afastado do cargo da presidência do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o cartola está preso temporariamente  desde quinta-feira.

Foi feito também um pedido para que a prisão preventiva de Leonardo Gryner, braço direito de Nuzman e ex-diretor de operações do comitê da Rio 2016, seja prorrogada por mais cinco dias.


Ambos os pedidos fazem parte da segunda fase da Operação Unfair Play, da Lava Jato, que investiga o repasse de propinas para que o Rio de Janeiro fosse escolhido como sede dos últimos Jogos Olímpicos.

Nuzman e Gryner teriam intermediado o pagamento de propinas, segundo os investigadores. A dupla também estaria envolvida em um esquema de corrupção com o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o empresário Arthur Soares.


"O investigado Carlos Nuzman ocupa a presidência do COB há mais de 20 anos, exercendo grande poder e influência sobre seus integrantes, provavelmente, a maioria lá colocada por ele. Tal influência ficou clara com a situação anteriormente exposta em que bastou um e-mail de Carlos Nuzman para efetivar o pagamento de R$ 5.500.000,00 para a prestação de serviços advocatícios", é o que consta em trecho do pedido de prisão preventiva do cartola.

Em outro trecho é até mais claro sobre o efeito que Nuzman poderia causa livre: "O efetivo risco que o agente em liberdade pode criar à garantia da ordem pública, da ordem econômica, da conveniência da instrução criminal e à aplicação da lei penal (artigo 312 do Código de Processo Penal)".