Eles nunca conquistaram a América: De Levir a Luxa, veja técnicos badalados que nunca ganharam a Libertadores

ESPN.com.br
Fotos GazetaPress
Luxa, Oswaldo, Mano e Levir: eles não têm Libertadores
Luxa, Oswaldo, Mano e Levir: eles não têm Libertadores

Levir Culpi conheceu na noite da última quarta-feira o amargo sabor de ser eliminado da Copa Libertadores. No comando do Santos, ele viu a equipe perder a invencibilidade no torneio, ao ser derrotada por 1 a 0 pelo Barcelona-EQU, e cair em plena Vila Belmiro nas quartas de final.


O treinador engrossa a lista de comandantes brasileiros que são campeões e medalhões em solo nacional, mas que jamais conquistaram o principal torneio sul-americano.

E a lista é grande. Tem nomes como Vanderlei Luxemburgo, Carlos Alberto Parreira, Mano Menezes, Emerson Leão, Joel Santana, Oswaldo de Oliveira, Zagallo, Rubens Minelli, Oswaldo Brandão... Vai longe, bem longe, mas vamos parar aqui.

Alguns dos citados acima tiveram chance de vencê-la, chegaram a disputar finais, mas terminaram sem a taça. Outros nem isso conseguiram. Teve até técnico renomado que jamais treinou um time no torneio. Pois é!

O ESPN.com.br relembra abaixa a relação desses dez treinadores com a Libertadores, resultado de um longo trabalho de pesquisa em jornais como "Folha de S.Paulo", "O Estado de S. Paulo" e o "Jornal do Brasil".

  • Levir Culpi

Neste ano, ele parou nas quartas de final, igualando a melhor campanha feita por um time comandado por ele: o Criciúma, em 1992.

Ao longo da história, Levir Culpi dirigiu equipes em apenas cinco edições do torneio sul-americano. Além das campanhas citadas acima, ele parou três vezes na fase de oitavas de final. Veja abaixo o retrospecto do treinador:

Santos - quartas/2017
Atlético-MG - oitavas/2015
Atlético-MG - oitavas/2014
Cruzeiro - oitavas/1998
Criciúma - quartas/1992

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  • Oswaldo Brandão

Raro caso de técnico campeão pelo trio de ferro paulista, Oswaldo Brandão não teve sucesso na Libertadores.

A primeira participação foi com o Independiente, da Argentina, quando fez dois jogos e perdeu ambos para o Palmeiras (0x1 e 0x2). A segunda foi com o Peñarol, do Uruguai, caindo para o rival Nacional na semifinal após três jogos.

Voltou a disputar mais três vezes, sendo duas pelo Palmeiras e uma pelo Corinthians, quando o time alvinegro teve a sua primeira experiência na Libertadores (no ano de 1977). Em todas caiu na fase de grupos.

Corinthians - fase de grupos/1977
Palmeiras - fase de grupos/1974
Palmeiras - fase de grupos/1973
Peñarol - semifinal/1969
Independiente - quartas/1960

Acervo Gazeta Press
Oswaldo Brandão, técnico do Palmeiras, conversa com o Jorginho, em 1980
Oswaldo Brandão, técnico do Palmeiras, conversa com o Jorginho, em 1980
  • Rubens Minelli

Tricampeão do Brasileiro de forma consecutiva (dois títulos pelo Internacional e um pelo São Paulo), Rubens Minelli só participou de três edições da Libertadores e a melhor campanha foi logo na estreia, quando chegou até a semifinal. Foi eliminado em um triangular com Nacional-URU e Universitário-PER.

Depois, com Internacional e São Paulo, ficou na fase de grupos. Vale lembrar que na época somente um clube avançava por fase.

São Paulo - fase de grupos/1978
Internacional - fase de grupos/1976
Palmeiras - semifinal/1971

  • Oswaldo de Oliveira

Herdou o time corintiano de Vanderlei Luxemburgo em 1999. Chegou até as quartas de final da Libertadores, tendo sido eliminado nos pênaltis pelo arquirrival Palmeiras. Em 2000, quando já tinha no currículo um título Estadual, um Brasileiro e um Mundial, levou a equipe até a semifinal, mas novamente caiu nos pênaltis para os palmeirenses.

Participou somente mais uma vez da Libertadores. Foi em 2005, quando comandou o Santos nos três primeiros jogos da fase de grupos, tendo obtido uma vitória e duas derrotas. Foi demitido e chegou ao fim daquela campanha.

Corinthians - semifinal/2000
Corinthians - quartas/1999

  • Mano Menezes

Técnico de grandes equipes, como Corinthians, Cruzeiro, Flamengo e Grêmio, além de uma passagem de dois anos e meio pela seleção brasileira, Mano Menezes só participou de duas edições da Copa Libertadores.

Na estreia foi muito bem. Eliminou no mata-mata São Paulo, Defensor-URU e Santos. Na final, enfrentou o Boca Juniors, mas perdeu os dois jogos. Em 2010, quando estava dirigindo o Corinthians e tinha Ronaldo, fez uma das melhores campanhas da fase de grupos. Mas logo no primeiro mata-mata foi eliminado pelo Flamengo, mesmo tendo vencido o jogo da volta.

Corinthians - oitavas/2010
Grêmio - final (vice-campeão)/2007

  • Vanderlei Luxemburgo

Participou de seis edições, algumas delas com grandes esquadrões (como Flamengo, Palmeiras e Santos), e o melhor desempenho foi com o Santos em 2007, quando parou nas semifinais diante do Grêmio.

O time santista tinha perdido em Porto Alegre por 2 a 0 em jogo que a defesa pecou muito. Na volta, venceu por 3 a 1, na Vila Belmiro. Mas o tento marcado pelo Grêmio colocou um ponto final na campanha. 

Até hoje Luxemburgo tem de responder porque jamais venceu a Libertadores, sendo que ele é um dos técnicos mais laureados do futebol nacional. Mas essa resposta ele jamais conseguiu dar para os jornalistas.

Grêmio - oitavas/2013
Palmeiras - quartas/2009
Santos - semifinal/2007
Santos - quartas/2004
Palmeiras - oitavas/1994
Flamengo - quartas/1991

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  • Emerson Leão

Ele foi muito bem na sua primeira participação no torneio, quando levou o Santos para final. Era um ótimo time, que acabou parando no fortíssimo Boca Juniors, da Argentina, em 2003.

Leão ainda começou a campanha de 2004 pelo Santos, mas foi demitido antes de ela ser concluída (o time ficou com Luxemburgo, que caiu nas quartas). Em 2005, estava no São Paulo, mas acabou aceitando uma proposta do Japão antes do fim do torneio. Paulo Autuori herdou a equipe, levou até à final e foi campeão diante do Atlético-PR. 

O treinador só voltou ao torneio em 2008, quando chegou até as quartas de final.

Santos - quartas/2008
Santos - final (vice-campeão)/2003

  • Joel Santana

Na ativa desde os anos 1980, o experiente treinador só teve três oportunidades de dirigir um time na Libertadores. E fracassou em todas.

A mais marcante é a campanha de 2008. O Flamengo foi o melhor time da fase de grupos ao lado do Fluminense. Jogaria contra o América, do México, nas oitavas. Antes do confronto Joel foi convidado para treinar a África do Sul e aceitou.

Para marcar a despedida topou estar no comando nos dois jogos. No México, vitória rubro-negra por 4 a 2. Na volta, no Rio de Janeiro, uma grande festa no gramado, mas o resultado foi de 3 a 0 para os mexicanos, que avançaram de fase.

Flamengo - fase de grupos/2012
Flamengo - oitavas/2008
Vasco - quartas/2001

  • Carlos Alberto Parreira

Campeão mundial pela seleção como preparador físico em 1970 e como treinador em 1994, Parreira jamais disputou a Libertadores. Mas ele foi preparador físico do Fluminense na campanha do torneio sul-americano de 1971 com o técnico Zagallo.

  • Zagallo

A primeira experiência do Velho Lobo na Libertadores não foi com o Botafogo nem com o Flamengo, clubes em que brilhou como jogador. Foi apenas em 1971, quando já era tricampeão do mundo pela seleção (dois títulos como jogador e um como treinador), e no comando do Fluminense.

Ele substituiu Paulo Amaral, que comandara o time tricolor em cinco jogos, e assim dirigiu a equipe no encerramento da fase de grupos, em um conflito contra o Palmeiras. Perdeu por 3 a 1.

A outra participação foi em 1990, quando foi eliminado pelo Atlético Nacional, da Colômbia.

Vasco - quartas/1990
Fluminense - fase de grupos/1971