Agência diz não ter evidências suficientes de doping contra 95 russos

ESPN.com.br com agência Gazeta Press
Paul Gilham/Getty Images for BEGOC
Bandeira da Rússia durante cerimônia em Jogos Olímpicos
Bandeira da Rússia durante cerimônia em Jogos Olímpicos

No ano passado, a segunda parte do Relatório McLaren, investigação que revelou o escândalo de doping presente na Rússia, destacou que aproximadamente 1000 atletas estariam envolvidos no caso de uso de substâncias ilícitas.

Após a denúncia, autoridades antidoping globais começaram a analisar atletas russos individualmente e, de acordo com matéria publicada pelo jornal norte-americano The New York Times nesta quarta-feira, quase todos analisados até o momento não apresentaram evidências suficientes de doping.

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A Wada (Agência Mundial Antidoping) analisou amostras de 96 russos e em 95 delas não foram encontradas provas suficientes para que fosse comprovado o uso de substâncias ilícitas. O periódico norte-americano não divulgou os nomes dos atletas que foram investigados.

“As evidências disponíveis não foram suficientes para sustentar a afirmação de uma violação das regras antidoping contra esses 95 atletas”, declarou Oliver Niggli, diretor-geral da Wada, em documento conseguido pelo The New York Times.

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No início da semana, o dirigente já havia declarado que “o sistema (de doping da Rússia) estava muito bem organizado”. Contudo, com a falta de provas nas primeiras análises dos atletas, surge a dúvida sobre a capacidade da Rússia em mascarar o esquema e sobre a elegibilidade dos atletas.

No Relatório McLaren, foi divulgado que amostras de esportistas russos foram alteradas a fim de que o uso de substâncias ilícitas não fosse descoberto. O Dr. Grigory Rodchenkov, acusado de destruir intencionalmente 1417 exames, foi suspenso pela Wada.

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O advogado alegou que o médico não foi procurado para contribuir com a investigação e destacou que Rodchenkov estava disposto a colaborar. Declaração contrária foi dada pelas autoridades esportivas, que alegaram que o doutor não estava disponível, o que contribuiu para que as investigações fossem encerradas antes.

Em 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) deixou nas mãos das federações internacionais a participação ou não da Rússia nos Jogos do Rio de Janeiro após os escândalos de doping. Alguns esportistas do país, contudo, não conseguiram a liberação, como foi o caso dos representantes do atletismo, já que a Iaaf mantém a suspensão internacional dos russos até os dias atuais.