Eduardo Baptista fala sobre Felipe Melo, Borja e Cuca e desabafa: ‘Não sou pipoqueiro’

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Bate Bola relembra ‘fala a fonte’ e Eduardo Baptista analisa sua declaração: ‘Não sou pipoqueiro’

O técnico Eduardo Baptista comentou nesta terça-feira muitos assuntos ligados ao Palmeiras, clube que dirigiu em parte do primeiro semestre desta temporada. Em participação no programa Bate-Bola na Veia, da ESPN Brasil, o treinador relembrou detalhes de sua passagem pela equipe alviverde, além de opinar sobre alguns aspectos que envolvem o Palmeiras atualmente.

Entre os temas, Eduardo Baptista abordou a sua relação com Felipe Melo, que não vem sendo aproveitado pelo técnico Cuca.


“O Felipe, para o tipo de sistema usado no Palmeiras, ele vai ter dificuldade. Quando muda o modelo, lógico que ele ia enfrentar uma certa dificuldade”, disse Baptista, antes de falar sobre o comportamento do jogador. “Na minha época (no Palmeiras), não teve uma entrada dele deslealmente. Ele chega forte, o futebol europeu é isso. O futebol europeu cobra isso. E a minha relação com ele é muito boa. Respeito ele e ele me respeita bastante. Eu conheço um pouquinho do perfil dele e potencializei. E ele sempre me escutou, sempre me respeitou. Na chegada dele, algumas coisas que ele falou não soaram bem. Mas o comportamento dentro do grupo e dentro do jogo, eu não tenho nada para reclamar, pelo contrário”.

Eduardo Baptista também falou sobre o desabafo que teve depois da partida contra o Peñarol, no Uruguai, pela Copa Libertadores.

“Eu saí do Atlético-PR por seguir as minhas convicções. Por tomar as decisões. E eu sou assim, vou tomar as decisões. Eu não compactuo com empresário, sou um cara honesto, escuto a todos, mas as decisões são sempre minhas. Eu não vim para ficar rico no futebol, eu vim para vencer”, afirmou.

“Se eu tiver que escalar alguém para segurar meu emprego, eu pego minhas coisas. Não tenho conchavo com ninguém, seja com diretor, com imprensa. Sou um cara que pode olhar no olho. Não tem sacanagem. Mas não sou pipoca. Não sou pipoqueiro. Quando eu assumi o Palmeiras, eu sabia disso. O que você vê do Eduardo é o Eduardo. Não fui pressionado para escalar ‘x’. Isso o Alexandre (Mattos) conseguia blindar muito isso. Nunca ninguém tentou fazer isso. Porque se tentasse, eu era o primeiro a pegar meu boné e ir embora”. 

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