Carille não vê time manjado e diz que Corinthians 'só não pode inventar'

Agência Gazeta Press

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Carille segue suas convicções no Corinthians
Carille segue suas convicções no Corinthians

O técnico Fábio Carille discorda quando ouve algumas críticas a respeito da insistência com o esquema que já determinou como a base do Corinthians na temporada. Para o treinador, não há como dizer que o Alvinegro está “manjado” pelos seus adversários só por causa das três derrotas nos últimos quatro jogos. Diante do Racing-ARG, nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), em Itaquera, pelas oitavas de final da Sul-Americana, ele tem uma receita para que as vitórias voltem.

“É nessas horas que você não pode inventar, nessas horas que a gente procura conversar sobre o que errou, não inventa e procura fortalecer as nossas ideias”, comentou o treinador, que ainda não sabe qual equipe vai mandar a campo, mas tem boas chances de repetir a escalação inicial do clássico contra o Santos, no último domingo, na Vila Belmiro, que terminou com vitória por 2 a 0 do time da Baixada.


“Está tudo sob controle. Não podemos nos desesperar nesse momento, querer mudar sistema de jogo sem ter tempo para isso. É mudar as características dos atletas dentro da ideia de jogo se necessário”, avaliou o comandante, tranquilo ao avaliar o desempenho dos seus comandados nos quatro duelos do returno do Brasileiro, com derrotas para Vitória, Atlético-GO e Santos, e uma vitória sobre a Chapecoense.

“Essas perguntas começam a acontecer em cima de rendimento. Vou repetir, dos quatro jogos desse turno, o que eu não gostei foi o do Vitória. Fizemos um jogo de segurança contra a Chape, contra o Atlético-GO nós criamos oportunidades. Contra o Santos procuramos jogar, conseguimos, mas o Santos jogou no nosso erro”, analisou, desdenhando da possibilidade de ter sido anulado pelos treinadores rivais.

Após 3 derrotas em 4 jogos, Carille fala sobre reuniões, convicção e diz: 'Está tudo sob controle'

“Essa questão de saber como o Corinthians joga, técnico deixar para ver só em setembro, não acredito. Teve jogos em que fomos melhores, mas também não conseguimos sair com o resultado melhor, isso que pesa”, observou. Auxiliar do clube desde 2009, ele ainda assegurou que nada do que está acontecendo agora é novidade para ele.

“É normal as críticas aparecerem com três derrotas em quatro jogos. Se não acontecerem, não é Corinthians. Esses 8 anos e meio que eu estou aqui me fortalecem no sentido de continuar o trabalho. Se não conhecesse, tinha pedido as contas em fevereiro”, concluiu o comandante.