Como Atlético-MG diz que vai levantar R$ 410 milhões para fazer estádio sem tirar dinheiro do seu caixa

ESPN.com.br
Veja o projeto de estádio para mais de 40 mil pessoas apresentado pelo presidente do Atlético-MG

O "sonho da casa própria" do Atlético-MG está cada vez mais perto de sair do papel. E sem gastar um tostão.

É o que ao menos garante o presidente alvinegro, Daniel Nepomuceno, em mensagem enviada aos conselheiros do clube nesta segunda-feira.

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"No próximo dia 18 de setembro, nosso Conselho Deliberativo nos convocou para uma Reunião Extraordinária, para apresentação do Projeto de Construção do Estádio do Galo", explicou o dirigente. "Para que todos tenham o conhecimento prévio de cada detalhe e assim ter uma condição melhor de avaliação do projeto, estaremos enviando para todos os Conselheiros um robusto documento com todos os estudos e propostas que dizem respeito a essa reunião".

No comunicado, Nepomuceno adianta parte dos estudos feitos para a viabilidade do estádio e explica como o Atlético-MG conseguirá levantar R$ 410 milhões para construí-lo sem utilizar recursos próprios.

A primeira parte do dinheiro virá da venda de ativos do Diamond Mall, shopping de propriedade do clube no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.

O cartola afirmou que 50 grandes fundos de investimento foram contactados sobre a possibilidade; desses, 16 quiseram receber mais informações e apenas cinco fizeram estudos mais aprofundados. O fundo VINCI propôs ao Atlético R$ 220 milhões por 100% do estádio. "Obviamente recusamos", falou o dirigente.

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"O varejo está vivendo uma revolução. As vendas pela internet cada vez mais fazem cair o movimento dos shopping centers ao redor de todo o mundo. É nesse cenário que o Atlético conseguiu arrancar da Multiplan a proposta de 250 milhões de reais por 50,1% do shopping, continuando ela, a Multiplan, com a gestão (como foi desde o começo) e dando ao Atlético a garantia do poder de veto", revelou o mandatário.

"Esse valor de 250 milhões, aliado aos 100 milhões da venda de quase 5 mil cadeiras cativas (60% desse valor já garantido pelo BMG) e somado aos 60 milhões do 'naming rights' (direito de colocar o nome na Arena – valor também já garantido), é que possibilitará ao Galo construir a sua ARENA 100% própria e sem retirar nenhum real do seu caixa", escreveu Nepomuceno.

N.R.: naming rights já fechados com a MRV Engenharia.

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O estádio terá capacidade para 41.800 pessoas - com a diretoria prometendo o retorno da Geral - e será erguido na Regional Oeste da capital mineira em terreno "doado pela MRV com fim específico para esta construção".

A previsão mais otimista de entrega da Arena é 2020.