Alugada, vizinha de Roland Garros, barata e hooligans: conheça a nova casa de Neymar

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Parque dos Príncipes, casa do Paris Saint-Germain
Parque dos Príncipes, casa do Paris Saint-Germain

Neymar irá jogar no Parque dos Príncipes pela primeira vez como jogador do Paris Saint-Germain. Depois de ter somado um gol, uma assistência e o prêmio de melhor em campo em sua estreia contra o Guingamp, o brasileiro irá defender o time parisiense contra o Toulouse, neste domingo, às 16h (de Brasília), com transmissão da ESPN e WatchESPN.

A nova casa de Neymar, na verdade, não pertence ao PSG, já que o estádio pertence à cidade de Paris e teve a concessão renovada por 30 anos em 2013. Na época, houve a especulação de que o clube poderia construir um local para receber suas partidas.


Apesar do glamour da cidade e do milionário clube, isso não significa ingressos caros para os torcedores. Para ver partidas pelo Campeonato Francês, a entrada mais barata é de 30 euros, quase a metade dos 54 euros do Barcelona no Campeonato Espanhol, por exemplo.

Além disso, a região onde o PSG joga respira esporte. Isso porque o complexo de quadras em que ocorre Roland Garros fica a apenas 1,1km do estádio – ou uma caminha de cerca de 15 minutos.

O local também conta com uma história envolvendo o hooliganismo. Em seus primeiros anos, o clube fundado em 1970 destinou preços mais acessíveis para os ‘Boulogne Boys’, uma torcida composta por jovens, conforme conta matéria do site The18 de fevereiro de 2016.

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Vista área do Parque dos Príncipes, que fica perto do complexo de quadras que recebe Roland Garros
Vista área do Parque dos Príncipes, que fica perto do complexo de quadras que recebe Roland Garros

A ideia funcionou e houve o estabelecimento da cultura dos ultras, me meio ao auge dos hooligans na Inglaterra. Na década de 80, o Kop de Boulogne ficou conhecido pela sua posição de extrema direita e pelo violênica contra torcedores rivais e do próprio PSG.

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Conforme conta o site The18, ao longo dos anos, surgiu uma influência para acabar com o domínio dos 'kobistes', que foi o caso do Auteuil. Um conflito entre os ultras das diferentes facções acabou com a morte do kobiste Yann Lorence em 2010. O episódio culminou no banimento de sete torcedores do Parque dos Príncipes.

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Desde a compra do clube por parte da Qatar Sports Investments, houve um trabalho voltado para afastar ainda mais essa cultura de ultras do local. As torcidas organizadas do clube chegaram a ser extintas, mas acabaram readmitidas. Mas sem nada dos Boulogne Boys – ao menos oficialmente.