Defensor dos Seahawks pede ajuda de brancos em protestos antirracismo na NFL

Agência EFE

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Michael Bennett, defensor dos Seahawks
Michael Bennett, defensor dos Seahawks

Os incidentes de violência em Charlottesville tiveram efeito sobre a NFL, e Michael Bennett, defensor do Seattle Seahawks, afirmou que os protestos antirracismo realizados durante a execução do hino dos Estados Unidos poderiam ganhar mais peso se os jogadores brancos fizessem parte do ato.

"Com a presença deles, as coisas mudariam. Quando alguém do outro lado entende o espírito do movimento, muda toda a dinâmica. Se esse momento ocorrer, as coisas realmente darão um salto positivo", disse o defensor, que conquistou o SuperBowl XVLVIII com os Seahawks contra o Dever Broncos em 2014, à ESPN.


Acompanhado do running back Marshall Lynch, um dos principais nomes dos Seahawks, Bennett ficou no banco de reservas na última partida da equipe na pré-temporada durante a execução do hino americano como protesto pelos incidentes em Charlottesville.

No sábado, um integrante de um movimento supremacista branco jogou seu carro em um grupo antirracismo que protestava contra uma manifestação convocadas por grupos neonazistas e de extrema direita em Charlottesville. Uma mulher morreu atropelada e outras 20 pessoas ficaram feridas.

O jogador falou que pensou em se ajoelhar durante o hino antes mesmo desses incidentes, mas que tomou a decisão depois da violência registrada na cidade, que fica no estado da Virgínia.

"No fim de semana, me perguntei o porquê de tanta violência, de tanto ódio", disse Bennett. "Lembrei por que somos cidadãos americanos, lembrei o que é ter liberdade e igualdade. Então pensei que devemos garantir que nunca nos esqueceremos desses valores".

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Bennett deu razão ao quarterback Colin Kaepernick, que iniciou esse movimento de protesto na última temporada.

"Agora ele está sem emprego, se sacrificou, falou e se ocupou de muitas coisas que estavam ocorrendo, sofreu ameaças de morte. Havia pessoas que não o queriam no campo, que o odiavam", declarou Bennett. "Mas agora o que queremos é que sua mensagem siga viva, queremos liberdade e igualdade para todos".

O defensor dos Seahawks destacou que a influência dos jogadores sobre as crianças pode ser importante para acabar com o racismo.

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"Em vez de inspirá-las a serem atletas, podemos inspirá-las a serem promotores da mudança", afirmou.