Elvis Presley, que morreu há 40 anos, era jogador de futebol americano, mas não gostava de usar capacete; veja por que

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Elvis Presley jogando futebol americano em 1965
Elvis Presley jogando futebol americano em 1965

Esta quarta-feira, 16 de agosto, marca o aniversário  de 40 anos da morte de Elvis Presley, o “Rei do Rock”. O que muitos não sabem é que a lenda da música mundial emprestou seu talento ao futebol americano quando estava no colégio.

A história é contada por Malcolm Phillips, 88, personagem ligado ao esporte e ao leste de Mississipi, desde que jogou futebol universitário pela East Central Community College e a Universidade de Memphis.

Após deixar a condição de atleta, Phillips aceitou a proposta de ser assistente técnico na Humes High School, em Memphis, onde conheceu o jovem, também de Mississipi, Elvis Aaron Presley, que se formaria na escola, em 1953.

O ex-treinador revela que a impressão inicial que teve de Elvis foi de um garoto muito tímido: “A primeira vez que eu o encontrei, ele estava andando pelo corredor da escola e, quando me viu, se escondeu atrás de uma porta, pois estava com vergonha”, disse.

“Elvis, como muitas outras crianças, era muito pobre, tímido e vivia em projetos sociais”, continuou o ex-Phillips, que disse ter começado a treinar Elvis, quando ele assinou um contrato para jogar futebol americano durante o verão", disse em entrevista ao jornal "Washington Times".

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“Eu estava treinando Bobby (Red) West, e Elvis começou a conviver com Bobby. então, acho que foi neste momento que ele decidiu que queria jogar futebol, como os outros faziam”, seguiu o ex-técnico.

“Na Humes, se você fosse homem, a expectativa era que você praticasse o esporte. Ele tinha velocidade e era rápido, mas não gostava de ser atingido, ou de ter que atingir os outros”, contou Phillips.

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Além de não ser fã dos contatos brutos que o esporte proporciona, Philips revelou que Elvis não gostava de usar capacete para jogar, pois ele não queria estragar o cabelo.

“Eu sempre dizia para os rapazes vestirem os capacetes, mas, quando prestava atenção, um deles estava sem o equipamento, era Elvis”, continuou Phillips, que revelou o fato do cabelo de Elvis ser diferente dos outros colegas, era volumoso e atrapalhava na hora de colocar o capacete.

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Phillips disse que não demorou muito para Elvis deixar o time, pois precisava conseguir um emprego depois da escola. “Ele veio até meu escritório dizendo que havia conseguido um emprego de empacotador em uma loja de doces e, portanto, precisaria deixar o futebol”, continua o ex-técnico.

“Ele precisava de dinheiro para pagar a escola e futebol não era mesmo seu forte, nunca foi, sempre foi a música”, encerrou Phillips.