Com apenas 17 anos, ana é uma estrela em ascensão no 'DOTA 2' e não sabe disso

Tyler Erzberger/ESPN.com

PGL
Ana, australiano de 17 anos, é um dos destaques na 'nova safra' de DOTA 2
Ana, australiano de 17 anos, é um dos destaques na 'nova safra' de DOTA 2

Anathan "ana" Pham é uma das maiores esperanças da Austrália no mundo do esporte eletrônico. Com apenas 17 anos, o talentoso midlaner da OG já ganhou dois Majors com sua equipe e tem os olhos fixos em seu primeiro The International.

Embora a Austrália e a região da Oceania tenham crescido rapidamente no esporte eletrônico nos últimos anos - especialmente com a entrada dos clubes da Liga Australiana de Futebol na jogada - a própria região não tem grandes representantes do alto escalão do competitivo. Equipes e jogadores de Counter-Strike: Global Offensive e League of Legends não conseguiram entrar no Tier 1 em seus respectivos jogos.

Ana, que abandonou o ensino médio e mudou-se da casa de sua família em Melbourne há dois anos para perseguir seu sonho de se tornar um jogador profissional na China, pode ser aquele jogador transcendente que vai inspirar o próximo jovem australiano, assistindo ao The International, a pensar no que pode ser possível.

"Sério?", perguntou ana, estupefato com a ideia de que poderia ser visto como um dos principais rostos de seu país no eSports. Um consumidor de apenas Dota, ele não presta atenção aos outros jogos que o rodeiam ou às outras estrelas da região, exceto pelo conterrâneo Damien "kpii" Chok, que joga pela Newbee, na China.

E, como muitos profissionais de eSports, demorou um pouco para a família de ana se acostumar à ideia de que ele poderia viver de jogar videogame.

"[Meus pais] foram muito contra [a eu me tornar um jogador profissional], mas tive o apoio do meu irmão e ele me ajudou", conta. "Eles aceitam a ideia agora e me apoiam. É muito legal".

A OG, uma equipe que começou do zero sem muito ou nenhum apoio financeiro, tornou-se uma das maiores organizações do Dota 2 em menos de dois anos, e isso nunca foi mais evidente do que com a recente parceria com a Red Bull pouco antes do início do International 7.

"É muito bom", disse ana sobre o novo patrocínio. "Você consegue ajuda quando precisa e sempre que quiser".

Um problema com o qual a Red Bull não pôde ajudar, no entanto, foi o posicionamento da OG para o evento principal. Um desempenho medíocre na fase de grupo colocou a equipe uma vitória abaixo do que precisava para entrar na Upper Bracket, e o time começou sua jornada para mudar a triste história de 2016 na Lower Bracket, onde uma derrota pode pôr fim a outra chance de levar para casa o título mundial após um ano de uma campanha estelar até o momento.

Se uma equipe sabe como ter sucesso diante da eliminação, essa é a OG. Antes dos grandes patrocínios e conversas sobre dinastia, a OG era uma desconhecida, colocada na Lower Bracket do Major inaugural de Dota 2, em Frankfurt. Sua campanha da Lower até a vitória sobre a Team Secret na final foi o que colocou a OG no mapa - e o que cada equipe colocada de costas contra as paredes no evento principal espera imitar.

Quando a viagem de ana da Austrália para a China, Israel e vários outros países para competir em todo o mundo começou, ele estava animado, querendo experimentar o tudo como um jovem perseguindo seu sonho. Ao longo do tempo, a rotina e as horas de viagem o alcançaram junto com a saudade, mas o adolescente sabe o que precisa ser feito para realizar seu sonho. "Doze horas em um avião é chato, mas é o que você tem que fazer, e vale a pena no final", afirma.

Todas as viagens e horas de treino levaram a esta semana. Uma única derrota, e a corrida de ana e da OG pela redenção acabou. Ana terá tempo para voltar para casa após o campeonato mundial antes que a campanha para o próximo ano comece, e se ele puder recuperar um pouco da magia da antiga OG, aquela que começou tudo, poderá retornar não apenas como um grande nome do país, mas como um campeão coroado.

"[Vou] fazer o meu melhor e me divertir. Eu só quero jogar no palco principal", disse Ana, destacando o fato de que, por trás de todos os desafios,  ainda é uma criança jogando um game que ama como um trabalho enquanto milhares de pessoas assistem ao vivo de uma arena e mais milhões por meio de suas telas de televisão e computador. "Obrigada a [Austrália] por torcer por mim, e espero poder orgulhar a todos".

OG no TI7

Depois de entrar no evento principal na Lower Bracket, a OG teve um oponente relativamente fácil na primeira rodada: a peruana e novata em torneios presenciais Infamous. Depois da vitória, a OG enfrentou nesta quarta (9) a TNC Pro Team, equipe que a eliminou no ano anterior. A vingança veio, e com um placar de 2 a 0 a OG passou para a terceira rodada da Lower Bracket, onde enfrentará a chinesa LGD Gaming nesta quinta-feira (10), às 17h.