Das quadras às estradas: Venturini troca vôlei por ciclismo e narra ‘loucura’ de Bernardinho com a bike

Igor Resende, do ESPN.com.br

Divulgação / GFNY
Venturini - Bernardinho
Venturini - Bernardinho

Ela foi uma das melhores levantadoras da história do vôlei. Hoje, porém, brilha em outro esporte – e de outro jeito. Fernanda Venturini trocou as quadras pelas estradas, o uniforme pela ‘cartola’ e neste domingo realiza sua primeira prova como organizadora de um evento de ciclismo.

A paixão pela bike vem da família. O marido Bernardinho foi o primeiro a abraçar o esporte.

“O Bernardo, de uns oito anos para cá, fazendo aula de spinning na academia, o professor falou ‘vamos fazer uma aula outdoor, tentar fazer a vista chinesa, subir no Cristo’. Ele foi e gostou. Mas como eu jogava, não podia ir. Machuca-se sério no ciclismo. Parei de jogar há uns cinco anos e, imediatamente, comprei uma bike e comecei também. É apaixonante”, contou Fernanda Venturini ao espnW.

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Aos poucos, ela decidiu levar essa paixão além. Junto com um grupo de sócias e amigas, Venturni resolveu ‘importar’ para o Brasil a Gran Fondo New York (GFNY), uma tradicional prova de ciclismo que já é realizada em 13 países diferentes.

“Tenho duas sócias, a Ana Paula e a Luísa Jucá. Elas tiveram uma ideia de mandar o e-mail para os EUA e tentar trazer essa prova. Eles adoraram o histórico da Luísa, que já organizava eventos de ciclismo. Aí, elas foram para Nova York e fecharam o contrato”, conta.

A prova será neste domingo, em Conservatória, uma cidade a 150km da capital Rio de Janeiro. Serão dois percurso, um de 72km e outro de 160km.

O único ‘percalço’ foi a crise enfrentada pelo Brasil, que fez com que a ideia da prova fosse um pouco diferente do que se pensava inicialmente.

“É muito difícil. Pegamos um ano de Brasil muito pobre, falido. O Rio de Janeiro nem se fala. A gente sofreu para fazer essa prova. Poderia ser algo muito mais luxuoso”, diz.

Mas apesar do amor ao ciclismo, Fernanda não estará em cima de uma bicicleta e ficará ‘apenas’ como organizadora. Com lesões nos joelhos e uma hérnia cervical dos tempos de vôlei, ela explica que não consegue treinar muito.

O marido Bernardinho, porém, é um dos inscritos para a competição. E Fernanda revela uma ‘loucura’ recente dele em cima de uma bike nos Estados Unidos.

“A gente foi agora para a Califórnia e o louco quis pedalar de Santa Mônica para Santa Bárbara, são 180km. Até aí tudo bem, ele já fez provas de 140, 150km. Só que ele chegou na Rodovia 1 (a famosa estrada que corta o estado da Califórnia) e a polícia parou ele, disse não podia ir por essa estrada. Quando ele chegou no hotel, estava fritado. Estava nublado, mas tinha um solzinho. Ele teve que ir pelas estradinhas, demorou muito mais. A gente morreu de rir. Ele adora. Se deixar, atravessa o mundo pedalando”, conta.