'Descansando', Federer está muito perto de ser o número 1 mais velho da história do tênis

ESPN.com.br
Em entrevista exclusiva, Federer se surpreende com idolatria mundial e coloca 8º título em Wimbledon entre maiores feitos: 'É realmente surreal'

Roger Federer está muito perto de fazer ainda mais história. Ao conquistar neste domingo o Torneio de Wimbledon pela oitava vez, o tenista suíço está muito perto de voltar a ser o número 1 do ranking da ATP.  Conseguindo, será o jogador no topo do tênis mais velho, e com muita folga.

Hoje, esse feito pertence ao norte-americano Andre Agassi, que em 2003 liderou o ranking que leva em conta os resultados das últimas 52 semanas com 33 anos e 131 dias de vida. Federer já está perto de completar 36 anos, o que irá acontecer no próximo 8 de de agosto.


Com um desempenho espetacular em 2017, com 31 vitórias em 33 jogos disputados e já 5 títulos, incluindo Wimbledon e o Australian Open, Federer já é  terceiro colocado no ranking, com 6.545 pontos, apenas 1.205 a menos do que o líder Andy Murray, vantagem que pode ser facilmente varrida pelo calendário até o final do ano.

Se recuperando de lesão, o suíço não jogou no segundo semestre do ano passado. Ou seja: tudo que somar até dezembro entrará na sua pontuação, enquanto Murray defende pesados 5.460 pontos. Na verdade, o rival de Federer na disputa pelo número 1 será o espanhol Rafael Nadal, hoje na vice-liderança com 7.465 pontos, e que tem pouco a defender até o final do ano (380).

Mas a temporada de saibro já acabou, e agora as principais competições serão em quadras rápidas, especialidade de Federer , que está nesta situação mesmo jogando muito menos do que os adversários. O suíço disputou apenas nove torneios em 2017, dois a menos do que Nadal e Djokovic.

O número 1 de Federer, que já esteve nesta situação por 302 semanas (recorde do ranking), pode acontecer na temporada de quadras rápidas na América do Norte: serão 4.000 pontos em disputa nos Masters 1.000 do Canadá e de Cincinatti e mais 2.000 no US Open.