Menos de um ano após ser prata na Olimpíada, Itália espera 'virada de mesa' para não ir à Série B do vôlei

Igor Resende, do ESPN.com.br
Divulgação / FIVB
Itália sofreu na Liga Mundial de vôlei
Itália sofreu na Liga Mundial de vôlei

21 de agosto de 2016. No Maracanãzinho, a Itália era derrotada pela seleção brasileira. Perdia o ouro, é verdade, mas ficava com a prata olímpica. Se sagrava, portanto, a segunda melhor equipe do mundo.

18 de junho de 2017, menos de um ano depois. A mesma Itália é derrotada pelo Canadá e acaba a Liga Mundial em último lugar, com apenas dois triunfos em nove partidas. Desempenho que faria com que um dos times mais tradicionais do mundo fosse rebaixado à segunda divisão do vôlei.

Faria.

Isso porque uma ‘virada' de mesa da FIVB (Federação Internacional de Voleibol) deve salvar os italianos.

No regulamento atual, o último colocado dá lugar ao campeão do Grupo 2, o equivalente a uma segunda divisão. Foi assim que o Canadá, por exemplo, tomou o lugar da Austrália no Grupo 1 (a primeira divisão) neste ano.

Agora, porém, a FIVB já fala em uma mudança de regras para o torneio do ano que vem - isso depois de dizer que o formato atual estava sendo um sucesso.

No novo formato, 12 times teriam um lugar cativo na Liga Mundial por nada menos que sete anos. E um destes times é justamente a Austrália. Outros quatro seriam ‘rotativos' para transformar a competição em um torneio de 16 clubes.

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Curiosamente, espera-se que China e Japão, atualmente no Grupo 2, integrem os 12 ‘fixos' na elite. Por outro lado, Canadá e Bulgária, atualmente no Grupo 1, ficam apenas entre os rotativos.

O pior caso, porém, é o da Bélgica. Sensação nesta temporada, o time belga só não se classificou à fase final da elite mundial porque levou a pior no saldo de sets - ganhou, inclusive, da Itália durante a competição. Mesmo assim, não estaria entre as equipes que disputariam a nova Liga Mundial.

O torneio ficaria com Brasil, Estados Unidos, Argentina, Itália, Polônia, Sérvia, França, Alemanha, Rússia, Irã, China, Japão (os 12 fixos), Canadá, Bulgária, Austrália e Coréia (os 4 rotativos).